Plmx Park

Motocross, Velocross, Oficina e Bar.
Aberto de segunda a sábado, das 9h as 18h

Month: setembro 2014

BRMX 2014 – Campano e Paulo Alberto vencem em Paty do Alferes, Rio de Janeiro

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O dia amanheceu chuvoso em Paty do Alferes, Rio de Janeiro, para a sexta etapa do Brasileiro de Motocross 2014. Treinos de warm-up rolaram logo cedo, com a pista pesada por causa da chuva que caiu na madrugada, e as provas iniciaram às  10h40, ainda com a pista bem enlameada. O público compareceu e lotou o entorno da pista.

>>> Resumo e resultados de sábado da MX3
>>> Resumo e resultados de sábado da MX2

Além de querer conhecer o vencedor da rodada, a expectativa girava em torno do desempenho do norte-americano Blake Wharton, recém-chegado ao Brasil para competir pela Honda Mobil. Mas quem roubou a cena foi Carlos Campano, que venceu as duas baterias da MX1 com um belo desempenho. O americano fez 6-5 nas baterias e admitiu ao final que o nível dos adversários e da pista estava bastante alto, e que o cansaço o pegou depois de longo período afastado das corridas de motocross por causa de uma lesão no joelho.

Outro ponto alto do domingo foi a disputa entre Paulo Alberto e Thales Vilardi na MX2, principalmente na segunda bateria, quando os dois brigaram pela primeira posição durante aproximadamente 20min. Paulo Alberto, que fez uma primeira bateria espetacular após cair na largada, levou a melhor na soma dos resultados (1-2) e ficou com o lugar mais alto do pódio. Thales Vilardi ganhou a segunda bateria e manteve a liderança do campeonato, mas a diferença que era de 14 pontos caiu para apenas dois tentos.

A sétima e penúltima etapa do Brasileiro de Motocross acontece nos dias 11 e 12 e outubro, em Santa Maria, Rio Grande do Sul.

Resumo das corridas

MX1

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1ª bateria – Carlos Campano vence no barro
Após a primeira curva, Jetro Salazar saiu na frente, seguido de Campano, Adam Chatfield, Wellington Garcia, Rafael Faria, Jean Ramos e Balbi Junior. O norte-americano Blake Wharton largou mal e teve desempenho abaixo do esperado, terminando a corrida na sexta colocação.

Jean Ramos conseguiu diversas posições nas primeiras voltas e encostou em Carlos Campano, segundo colocado. Jetro liderava com boa vantagem, enquanto mais atrás brigavam Chatfield, Balbi Junior e Wharton. Rafael Faria abandonou nas primeiras voltas, com o ombro deslocado.

Com 10min de corrida, Jetro e Campano tinham aberto grande vantagem para os demais. Jean, em terceiro, esteve perto de ultrapassar Campano, mas o espanhol reagiu e conseguiu se aproximar de Salazar, deixando o brasileiro para trás.

Mais tarde, Campano encostou em Jetro para fazer a ultrapassagem aos 15min de corrida. Daí em diante, a corrida se manteve nestas posições. A briga mais interessante aconteceu entre Balbi e Chatfield pela quarta colocação.

Resultado da 1ª bateria
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2ª bateria – Campano larga na frente e vence após polêmica

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Carlos Campano largou na frente na segunda bateria, seguido de perto por Balbi Junior. Mais atrás, Blake Wharton ocupava a terceira colocação, com Jetro Salazar muito próximo. A primeira disputa da prova foi entre Wharton e Salazar. Duelaram durante aproximadamente 15min, até Salazar superar o norte-americano. Entretanto, enquanto os dois brigavam, Jean Ramos se aproximou do pelotão e, mais tarde, aos 23min, conseguiu a ultrapassagem em Salazar. Jean Ramos girava rápido, fazendo inclusive a volta mais veloz na segunda parte da corrida.

Campano liderava com vantagem tranquila sobre Balbi, que também estava seguro na segunda colocação. Na última volta, a polêmica. Logo após cruzar a linha de chegada em primeiro, Campano foi penalizado em 30seg pela direção de prova porque teria saltado em uma rampa com bandeira amarela. Mais tarde, após analisar as imagens da corrida, a direção de prova voltou atrás e tirou a punição ao espanhol, mantendo o resultado da pista.

– Há dois tipo de bandeira amarela. Se a bandeira está sendo agitada pelo “bandeirinha”, o piloto está proibido de saltar e de ultrapassar. Se ela está apenas parada, o piloto deve ter cuidado, mas pode saltar. O diretor de prova puniu na hora porque achou que a bandeira tivesse sido agitada, mas depois, analisando as imagens, vimos que estava apenas parada. A punição era injusta – explicou Edmilson Rodrigues, membro do juri da CBM.

– Tinha um retardatário na minha frente no último salto antes da chegada. Ele freou na minha frente, acho que não queria dar mais uma volta, e saiu da pista. O cara (bandeirinha) foi pegar a bandeira, mas eu já estava na rampa. Freei o que pude e saltei bem pouco, só uns três metros em uma rampa de 15 metros. Me puniram, mas depois viram no vídeo que eu não tinha feito nada errado – afirma Carlos Campano.