Plmx Park

Motocross, Velocross, Oficina e Bar.
Aberto de segunda a sábado, das 9h as 18h

Month: agosto 2015

Dungey conquista por antecipação

Terceiro título no motocross 450. Classe 250 promete final eletrizante

Ryan Dungey

Ryan Dungey conquistou no último sábado, durante a 11ª etapa, seu terceiro título no Lucas Oil AMA Motocross. O piloto precisava apenas de um segundo lugar em qualquer uma das baterias realizadas no Miller Motorsports Park, mas não se contentou apenas com o título e saiu do circuito com uma dupla vitória em cima do campeão de 2014 – e antigo companheiro de equipe – Ken Roczen.

Absoluto na pista, mesmo sem precisar, Dungey confirmou com seu desempenho em Utah ser o melhor piloto do ano nos Estados Unidos, indiscutívelmente. Em abril ele já havia garantido seu segundo título no Supercross, quando ainda restavam três etapas para o final do campeonato.

No outdoor, Dungey enfrentou algumas dificuldades no início da temporada. Penou um pouco para conseguir o melhor acerto de sua KTM, enquanto Eli Tomac dominava solenemente as baterias. Entretanto o reinado do piloto da Geico Honda durou apenas cinco baterias, na sexta uma forte queda causou a lesão no ombro que o tirou de ação e da disputa pelo título.

Com Tomac fora, ninguém mais foi capaz de segurar Dungey, que ao longo do campeonato acertou-se definitivamente com a moto e tratou de garantir o título prova a prova.

Enquanto a questão sobre Tomac era apenas “quando” (não “se”) iria cair e suas consequências, Dungey utilizou sua estratégia de permanecer sempre em pé e o mais próximo possível da vitória. Em 22 baterias cometeu apenas dois deslizes: um em Glen Helen, quando sua moto apresentou problemas elétricos e apagou, outro na lama em Budds Creek. Em todas as outras baterias o campeão chegou em primeiro ou no máximo em segundo. É difícil bater uma cara assim!


Equipe KTM comemora mais um título

Colabora com o histórico de Dungey sua técnica apuradíssima e a habilidade de se manter longe de confusões. Mesmo em situações limite tudo parece estar sob controle. Seu estilo de pilotagem, na minha opinião, é muito similar a outros dois ícones do esporte: Chad Reed e Jeremy McGrath.

Mais um fator que sou obrigado a comentar é a presença do treinador Aldon Baker ao seu lado. Baker é como uma fábrica de campeões, alguém que sabe trabalhar não apenas o programa de treinos de seus pilotos, mas também lapidar mentes de campeões. Obviamente um Roger DeCoster para supervisionar as coisas também não atrapalha. Foi tudo isso que Ken Roczen trocou quando saiu da KTM a favor da maior liberdade e um cheque inicial mais gordo (antes dos bônus por vitórias ou títulos) na Suzuki. Eu acredito que o alemão volte a conquistar títulos, mas além do físico voltar à melhor forma ele vai precisar de um tempinho extra para acertar tudo e retornar ao nível de performance de 2014.

Corridas em Utah


Ken Roczen

Sobre as corridas da 450, não há muito a dizer. Dungey manteve-se por perto de Roczen, que liderou boa parte das duas baterias, e no momento apropriado deu o bote. Justin Barcia, que vinha se destacando nas etapas recentes, não conseguiu manter o ritmo dos ponteiros e apesar das costumeiras boas largadas, completou as corridas em quinto e terceiro. Subiu ao pódio pelo critério de desempate sobre Blake Baggett (4-4), piloto em seu primeiro ano na classe principal que também subiu de produção na fase final do campeonato. Colocando a terceira Suzuki entre os cinco primeiros em Utah veio Broc Ticle (3-5).

Palavras de Dungey após o pódio: “A sensação nesse campeonato é maior que em outros, pois sinto que batalhamos mais pela vitória. Tinhamos uma moto nova e eu tinha um novo programa de treinamento e tudo funcionou da melhor maneira possível. Cheguei aqui com a intenção de vencer as duas baterias, qualquer que fosse o cenário. Podia ter administrado, claro, mas queria correr para vencer e deixar claro que levei o campeonato para casa hoje”.


Pódio 450

250 – Drama previsto para a próxima etapa


Marvin Musquin

Dois são os nomes principais na classe 250 este ano e você já sabe: Jeremy Martin e Marvin Musquin. O atual campeão, que dominou em 2014, encontrou um osso mais duro de roer em 2015. A batalha entre os dois está interessantíssima e nesta fase final os nervos tendem a florescer enquanto a pressão cresce sobre os ombros de ambos. Foi a terceira etapa onde a diferença de apenas dois pontos entre os dois permaneceu inalterada.

Jeremy teve momentos em dois extremos da sorte em Utah. Na largada da primeira bateria se enroscou numa confusão durante a primeira volta e teve um longo caminho de recuperação após a primeira passagem em 24º. Enquanto Musquin liderava alcançou a quarta posição, mas ainda faturou o terceiro lugar de bandeja quando R.J. Hampshire caiu a poucos metros da chegada.


Jeremy Martin

Na segunda bateria tivemos um duelo direto entre os dois candidatos ao título e aí Martin levou a melhor sobre Musquin que lhe cedeu a segunda posição e ficou 10 segundos para trás durante a segunda metade da corrida. Martin ainda recebeu a primeira posição de mão beijada do companheiro de equipe Cooper Webb.

A final em Indiana promete uma disputa histórica. Musquin, se despedindo da classe 250, não terá outras oportunidades de conquistar esse desejado título. Martin quer manter o número um e a liderança que sustenta desde a terceira etapa. Na final a 250 corre depois da 450, o que significará pista em condições mais difíceis. Será uma batalha física, técnica e mental para ambos. Quem será o mais forte?