Plmx Park

Motocross, Velocross, Oficina e Bar.
Aberto de segunda a sábado, das 9h as 18h

Month: abril 2017

Eli Tomac e Ryan Dungey empatados quando campeonato entra em sua reta final

O Monster Energy AMA Supercross caminha para um final emocionante. A 14ª etapa disputada neste sábado trouxe mais uma noite dramática na disputa deste título, que muitos consideraram definido onze corridas atrás. A vitória em Seattle ficou com Marvin Musquin, sua segunda na temporada.


Marvin Musquin


Clima instável

A semana foi de tempo instável na região deixando a terra usada para construção da pista bastante macia. Mais macia que o desejável para a maioria dos pilotos no Supercross. A turma da Dirt Wurx fez um bom trabalho cobrindo o traçado, que só foi descoberto no último momento possível. Os treinos livres foram cancelados e as tomadas de tempo foram reduzidas a apenas uma de 10 minutos por grupo.


Eli Tomac


Mesmo o tempo reduzido de pista não foi o suficiente para evitar as canaletas e trilhos que marcaram o traçado quase que instantaneamente. A direção de prova diminuiu também o tempo das provas finais, abaixando três minuto em cada categoria.

Corridas Finais

Eu não sou um fã dos blocos de espuma, os famigerados tuff blocks usados para demarcar as pistas de Supercross. Acredito que mais do que proteger, são os causadores de muitas quedas, algumas bem violentas. Um pequeno desvio de trajetória acaba derrubando muitos pilotos que estariam ainda em situação de se salvar. Isto é bastante evidente nos saltos.

Bom, porque estou dizendo isso? Um bloco de espuma mal colocado causou a queda coletiva que influenciou no resultado da etapa e, quem sabe, até do campeonato. Cooper Webb tocou um na primeira curva e o mesmo virou instantaneamente um inesperado obstáculo para o grupo de pilotos que vinha atrás.

Na queda coletiva o mais prejudicado foi Ryan Dungey que, mesmo com partida elétrica, foi o último a colocar a moto para funcionar novamente. Eli Tomac também não saiu nada bem e, com ele em décimo e Dungey em último, começava a corrida em uma pista que deixou muitos na defensiva.


Jason Anderson


Alheio aos problemas dos demais, Marvin Musquin largou na frente com seu histórico europeu ajudando a enfrentar a pista mais macia. O francês liderou de ponta a ponta com uma vantagem que chegou a oito segundos e só caiu para quatro na última volta, quando o francês já pensava que tipo de Heel Clicker ia dar na chegada.

Se Musquin navegou num mar mais ou menos tranquilo, imediatamente atrás reinou o caos. Cooper Webb surpreendeu positivamente no início – se descontarmos o episódio do tuff block - quando assumiu a terceira posição. Na sétima ou oitava volta já era pressionado por Tomac, que chegou a fazer a ultrapassagem. O novato da Yamaha, entretanto, deu o troco algumas curvas depois e aproveitou também para superar Jason Anderson, que cometeu alguns erros, se debatendo com as traiçoeiras condições do circuito.

Além de se recuperar da má largada, Tomac enfrentou também outros percalços no caminho. O estilo agressivo do piloto da Kawasaki, não o eximiu de alguns erros nos encaixes dos obstáculos. Depois de algumas passagens “no fio da navalha” e várias voltas mais rápidas, Tomac finalmente foi ao chão quando chegou curto na recepção de um triplo. Levantou rapidamente depois de devolver a quarta posição para Anderson.


Ryan Dungey


Com a prova se aproximando do final, Webb pareceu perder o ritmo e quando tentava defender-se dos ataques de Anderson seus caminhos se encontraram novamente com um bloco de espuma, desta vez indo ao chão. Webb jogou fora uma boa corrida para terminar na oitava posição. Tomac agradeceu uma posição de presente e logo depois superou Anderson sem grandes dificuldades para terminar em segundo.

E Dungey? Dungey fez também uma corrida de campeão com a recuperação até a quarta posição. O piloto da KTM conseguiu o posto tomando a quarta posição de Davi Millsaps na última volta. O principal problema de Dungey é que há um piloto constantemente mais rápido que ele nas pistas. Outro problema é que não acertou mais nenhuma largada nas finais desde Daytona. Chad Reed, que poderia lhe causar um bom atraso – nesta prova legitimamente – não foi um fator desta vez. O australiano sofreu uma queda na quinta volta e não se encontrou com Dungey na final.


Marvin Musquin comemora a segunda vitória no Supercross 450


Na classificação geral Dungey não tem mais nenhuma vantagem. Empatado em pontos com Tomac, o desempate fica a favor do piloto da Kawasaki pelo número de vitórias, já impossível de reverter nas três etapas finais. Musquin, matematicamente ainda dentro da briga, está 42 pontos atrás.

A volta da 250 Oeste


Aaron Plessinger


Na classe 250 um nome se destacou: Aaron Plessinger. Muito à vontade com a pista, o piloto da Yamaha tinha também um trunfo na manga. Uma sequência de três triplos que só ele fazia (e foram poucos que fizeram na 450). Com essa vantagem sobre os demais, levou apenas duas voltas para ir de quinto à liderança na primeira largada que foi cancelada para atendimento a um piloto acidentado.

Plessinger não ficou nada contente com a bandeira vermelha, mas recompôs sua liderança na segunda largada exatamente da mesma maneira, saindo na quinta posição. Desta vez levou três voltas e meia para superar Shane McElrath, Jimmy Decotis, Justin Hill e Martin Dávalos.


Justin Hill


Na prova de 14 voltas – uma a menos que o regulamento vigente até o ano passado – Plessinger administrou a liderança que chegou a oito segundos.

Na segunda posição Hill fez uma corrida consciente, como convém a um líder de campeonato que deixou Seattle com vantagem de 18 pontos. Mitchell Oldenburg completou o pódio, após partir na sétima posição. Dávalos foi o quarto colocado, longe do ritmo dos ponteiros.

Agora o AMA Supercross tem um merecido fim de semana de descanso para retornar a Salt Lake City no dia 22 de abril.

Com quinta vitória consecutiva, Eli Tomac reduz diferença para apenas quatro pontos

Dungey ganha um novo inimigo


Largada da final 450


A vida não está fácil para Ryan Dungey. Nas últimas etapas tem visto sua vantagem no campeonato evaporar aos pouco com um Eli Tomac mais rápido, consistente e confiante do que nunca. O representante da Kawasaki em nada lembra aquele piloto que, apesar de rápido, largava mal, caia uma prova sim, outra não e enfrentava problemas de acerto com a motocicleta e braços travados.

Tomac é outro piloto, completamente diferente do início do ano ou de temporadas passadas do Supercross. Confiante e dominante nesta nova fase, chega a lembrar grandes estrelas com Jeremy McGrath e Ryan Villopoto que massacravam a concorrência.

Não bastassem já as noites mal dormidas causadas pelo furacão Tomac, Dungey parece ter conquistado um novo inimigo, e um inimigo de alto gabarito… Já comentarei sobre isso mais a frente.

Final em St. Louis


Eli Tomac, quinta vitória consecutiva


Largada da final no The Dome at America’s Center com os três primeiros colocados do campeonato na frente. Dungey seguido de Tomac e Marvin Musquin. O holeshot é uma grande esperança da equipe KTM em deter o avanço de Tomac, mas a alegria dura pouco. Três ou quatro curvas depois Dungey deixa uma porteira aberta para Tomac pegar a linha de dentro.

As tentativas de contra-ataque não rendem e em poucas voltas a diferença para Tomac vai a três segundos e meio. Dungey comete alguns pequenos erros e sofre pressão de Musquin, que mostra a roda dianteira ao companheiro de equipe em toda oportunidade possível, mas não com a ênfase necessária para completar uma ultrapassagem. Será que veio alguma bronca do andar de cima?


Ryan Dungey com Marvin Musquin por perto no início da corrida


Algumas voltas depois Dungey se distancia de Musquin e consegue recuperar terreno em relação a Tomac, quando os líderes começam a enfrentar tráfego. A diferença chega a cair para 1,5 segundo, momento em que Dungey descobre que tem um novo inimigo de peso:

A inesperada pedra no sapato de Ryan Dungey

Para analisarmos melhor esse tópico é preciso voltar à etapa anterior em Detroit. Lembram do rebuliço na largada que deixou vários pilotos na primeira curva, inclusive Dungey, que não caiu, mas perdeu um tempão precioso? Pois bem, Chad Reed, o primeiro a cair, achou em Dungey o culpado pelo início da confusão. E analisando as imagens da largada vemos que a KTM realmente vem para a esquerda e espreme o australiano.

Águas passadas? Provavelmente não. Na primeira classificatória da 450 em St. Louis, Reed sai em segundo e faz uma ultrapassagem agressiva sobre Dungey. O atual campeão recupera a liderança já na fase final da bateria após dois (leves) contatos com Reed num “esse” apertado antes do salto do túnel. Na bandeirada Dungey vence com Musquin em segundo e Reed em terceiro. Talvez o fato de Dungey ter reclamado da pilotagem de Reed – que foi dura, mas nem um pouco suja – em rede nacional após a bateria, tenha contribuído para jogar mais lenha na fogueira.


Chad Reed resolveu acertar contas na final em St. Louis