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Motocross das Nações: Jorge Balbi deixa a comissão técnica brasileira

Motocross das Nações: Jorge Balbi deixa a comissão técnica brasileira

Jorge Balbi não acompanhará a Seleção Brasileira no Motocross das Nações 2018

Jorge Balbi


Quando foi anunciada a Seleção Brasileira para o Motocross das Nações 2018, uma das boas novidade do time deste ano foi que teríamos Jorge Balbi como chefe de equipe. A prática de recrutar ex-pilotos de renome como conselheiros dos atuais pilotos é recorrente nas principais equipes não só no Nações, como também nos principais campeonatos do globo como o Mundial ou AMA Motocross.

A lógica é simples: do lado de fora, alguém com grande experiência enxerga um horizonte mais amplo que os atuais competidores. As palavras certas nos momentos podem não apenas ajudar os pilotos a vencer determinadas dificuldades, como também -mais importante – evitar outras. Com toda a sua experiência internacional, Balbi teria muito a contribuir para o sucesso da nossa seleção.

Com surpresa tomamos conhecimento hoje que Jorge Balbi não integrará a comitiva que vai a RedBud, Michigan, para a disputa do evento nos dias 6 e 7 de outubro. Confira baixo suas palavras, reproduzidas de suas redes sociais:


Jorge Balbi no Nações 2011, na França


“Venho comunicar que não estarei acompanhando, o Team Brasil no MXDN 2018. Aceitei o convite da CBM, do Cacau e do Cezinha sendo o primeiro, chefe da delegação e organizador do time. Logo no início do meu trabalho, como coach/chefe de equipe, acredito termos conseguido uma imensa vitória! Muitas pessoas envolvidas no motociclismo, pressionaram e tentaram me fazer pender para um lado X ou Y na escolha. Porém pela primeira vez na história teremos um time 100% independente de um fabricante ou patrocinador, mas sim os pilotos que acreditei e acredito serem os melhores e mais capacitados para representar o Brasil.

Continuei a trabalhar, junto ao Cacau, buscando maneiras de viabilizar o time, apesar dessa não ser uma tarefa minha. Procuramos divulgar ao máximo, para que a indústria envolvida no MX pudesse apoiar financeiramente a seleção brasileira. O tempo passou e o apoio não aconteceu. Há duas semanas atrás, foram compradas as passagens da delegação, mas a minha não.

Procurei entender e descobri que a CBM não irá repassar ao organizador do time a taxa de pouco mais de 2mil Euros, concedida pela FIM, como ajuda de custo às equipes participantes. O Cacau alegou precisar dessa verba, para custear parte do investimento, incluindo minhas despesas. Cheguei a cogitar arcar com a minha viagem, mas devido a minha deficiência física, precisaria levar um acompanhante para me ajudar com as tarefas diárias.

Com o dólar a 4 reais, ficou impossível bancar 2 viagens. Conversando com os pilotos, descobri que eles estão pagando suas despesas, o que me deu a certeza de ter escolhido profissionais 100% comprometidos com o time!


Jorge Balbi


Agradeço o carinho e apoio dos fãs até aqui e tenho imensa confiança que o Brasil irá voltar às finais e vai integrar a elite do MX mundial. Poderia simplesmente não me pronunciar, mas creio que os fãs do MX e até mesmo aquela minoria que adora criticar os pilotos quando o resultado não é o esperado, entendam a real situação de ser piloto profissional no Brasil.

Meu objetivo não é apontar culpados, mas sim enaltecer esses jovens pilotos que estão se dedicando para nos representar. Grande abraço e toda sorte do mundo a esses garotos que têm meu apoio, respeito e minha torcida! Go Brasil!”

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