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X Games Sydney: O veredito!

X Games Sydney: O veredito!

Com o ouro do Freestyle definido nos instantes finais, a estreia dos X Games em Sydney entregou ao público emoção, apesar da chuva e ausência de nomes imp.
 Jose Gaspar – Fotos: Matt Morning e Phil Ellsworth/ESPN

 


Tom Pagès conquistou ouro no Freestyle com rotina mais multidimensional dos X Games Sydney


No fim de semana passado (20 e 21 de outubro) os X Games desembarcaram pela primeira vez em Sydney, Austrália. E pela relevância do país no freestyle motocross, a expectativa para o evento era enorme. Por isso, decidi pontuar para os leitores do MotoX.com.br o que mais me chamou a atenção, combinado a uma breve análise do Freestyle, Best Trick e Best Whip. 

Para começar, é importante destacar que dias antes fortes chuvas atingiram a região do evento, o que atrapalhou a construção da pista e levou a um formato do Freestyle no qual a prova era composta por apenas seis saltos. Além disso, ausências como Levi Sherwood, Clinton Moore e Jackson Strong também diminuíram um pouco o brilho da prova. O lado positivo é que abriram espaço para nomes menos conhecidos do público. 


Sem qualquer aparato móvel na rampa, Rob Adelberg venceu o Best Trick com o Front Flip no Hands


A situação da chuva levou os competidores a concentrarem-se numa área do percurso. Para quem assistia, a impressão era que os pilotos passavam mais tempo deslocando-se no chão do que propriamente manobrando. Contudo, aparentemente, mesmo em condições ideais, o percurso não teria a fluidez já vista em edições passadas dos X Games. Conceitualmente, a pista lembrava a edição de Minneapolis. Isto é, variedade de rampas, porém, sem saltos em sequência ou seções de ritmo.

Mas a realidade é que o Freestyle foi bastante emocionante. Com Tom Pagès e Josh Sheehan conquistando respectivamente ouro e prata na última e penúltima voltas. O bronze ficou com Rob Adelberg. Na primeira volta Pagès caiu ao pousar um Double Flip no Hands. Abriu a segunda volta com manobra igual, e depois disparou manobras como Volt, Alley-oop 540, Bikeflip e 360º. Construiu assim a rotina mais multidimensional da prova.


Em meio a Bike Flip, Double Flip e Front Flip, o 360º Seat Grab manobrado por Josh Sheehan ganhou destaque


Porém, curiosamente, a manobra que mais me chamou a atenção foi o 360º Seat Grab de Josh Sheehan. Executado com maestria, visualmente impactante e dessa forma restrito ao repertório do australiano. Faço menções ao Front Flip de Adelberg e ao Double Flip de Taka Highashino. No caso do japonês, pela perspectiva esportiva. Considero importante Higashino revigorar seu repertório. Mesmo com execuções perfeitas e manobras desafiadoras, seu ritmo de inclusão de saltos representando grandes rupturas costuma ser mais lento comparado a outros ponteiros do circuito internacional.

No Best Trick, Rob Adelberg levou ouro com o Front Flip no Hands. A retirada das mãos foi relativamente rápida. Porém, considerando o desafio e desbravamento neste tipo de salto, o “simples movimento” jogou o desafio nas alturas. E por falar em alturas, a palavra reflete bem o dilema do julgamento do Best Trick: Tom Pagès, prata no Best Trick, manobrou o front flip numa rampa com angulação mais acentuada, que o projetou com maior amplitude. E no duelo deslocamento no ar versus inovação, o julgamento dos X Games manteve sua tradição, e pendeu para Adelberg.


Ouro no Best Whip, Jared McNeil impressionou pelas angulações e movimentação sobre a moto nas entortadas


Para fechar, o Best Whip. A manobra original mostra que permanece atraente, e revigorada. E confirmando as expectativas, Jared McNeil levou ouro. O australiano alcançou angulações e trajetórias impressionantes. Para quem admira estilo e boa pilotagem, deleite puro. Fiquei um pouco surpreso com a segunda posição: Corey Creed. O australiano executou bons Turndowns, mas ao fim da prova confesso que tinha as inclinações e os Turn Up (entortada para as duas direções) do americano Axell Hodges (3º colocado) mais vivos na mente.

O Best Whip tem julgamento avaliando a impressão geral de todos os saltos, o que coloca diversas variáveis sob análise. Para minha sorte, desta vez estava no papel de espectador, apenas admirando o espetáculo de manobras e pilotagem. Até a próxima.


A Austrália contou com enorme contingente de pilotos, entre os quais o pouco conhecido Corey Creed, prata no Best Whip

 

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