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Motocross, Velocross, Oficina e Bar.
Aberto de segunda a sábado, das 9h as 18h

Author: Elevir Paschuini

CRF 250 2018 all new

Apresentação Honda CRF250R 2018
Modelo completamente novo teve seus detalhes revelados hoje

 


Honda CRF250R 2018


A Honda divulgou nesta segunda-feira, 31 de julho, detalhes da sua nova Honda CRF250R 2018. O modelo da classe MX2 foi completamente reformulado compartilhando quadro e suspensões com a irmã 450. O motor é completamente novo, com duplo comando no cabeçote em vez do comando único com braços – sistema Uni-Cam – usado até a versão 2017. A motocicleta ganha também partida elétrica.


Honda CRF250R 2018


Motor

As extensivas mudanças no motor, já usadas pela equipe da fábrica no Japonês de Motocross, trouxeram um ganho de potência da ordem de 9% e maior usabilidade em altas rotações. Segundo a marca, com o novo motor as arrancadas de 0 a 30 metros ficaram 3,6% mais rápidas.


Honda CRF250R 2018 – Novo motor com duplo escapamento
Motor Honda CRF250R 2018

Motor Honda CRF250R 2018

Motor Honda CRF250R 2018

A taxa de compressão subiu para 13,9:1 (ante 13,8:1) e os gráficos mostram ganho de potência numa faixa superior a 2000rpm. O corte de alimentação ocorre também 900rpm acima. O ponto central para o ganho de força é o maior fluxo da mistura de combustível na nova configuração de motor. As novas medidas do motor também contribuíram. O diâmetro subiu de 76.8 para 79mm enquanto o curso foi reduzido de 53.8 para 50.9. Isto significa que o crescimento das rotações também é mais rápido. O diâmetro maior do cilindro permite o uso de válvulas (de titânio) maiores: 33mm na admissão (30.5mm na 2017) e 26mm na exautão (25mm na 2017).

A abertura de válvulas também cresceu para 10.5mm (de 9.2mm) na admissão e 9.5mm (de 8.4mm) no escape. O ângulo das válvulas também é mais compacto baixando de 21.5º para 20.5º. As árvores de comando recebem o tratamento DLC (Diamond Like Carbon) uma fina camada que favorece a resistência e durabilidade do material. O corpo do acelerador de 46mm foi reposicionado e o duto de admissão recebe o fluxo de forma simétrica.  


Motor Honda CRF250R 2018

Pistão Honda CRF250R 2018

Motor Honda CRF250R 2018


Chama a atenção a saída dupla de escape. A CRF250R agora possui dois canos (e a respectiva ponteira) completamente independentes, não mais apenas um cano que se divide em duas ponteiras. Um detalhe curioso, mas que não foi comentado na descrição técnica, é o fato de apenas o cano do lado direito possuir a câmara de expansão.

Novo também é o formato Bridged Box do pistão, com perfil que une a saia à caixa do pino, promovendo maior rigidez. Apesar do aumento em seu diâmetro, a massa do pistão permanece a mesma. O virabrequim também tem um novo desenho e é 350g mais leve enquanto mantém a mesma massa inercial. Para tornar o motor o mais compacto possível, a distância entre o eixo virabrequim e do balanceador foi reduzida em 0,5 mm e 1 mm até as engrenagens primárias. A corrente de comando está agora à direita, para encurtar a distância entre o eixo e o gerador de corrente alternada (ACG).


Novo subquadro e caixa do filtro de ar – Honda CRF250R 2018

A CRF250R elimina o pedal de partida. O novo lay-out do virabrequim permitiu a instalação de um motor de arranque localizado bem próximo ao centro de gravidade da motocicleta. O peso do motor com o novo acessório subiu ao redor de 1kg. Uma bateria de íon-lítio provê o armazenamento de energia para a partida.

Outra novidade do motor é que o óleo volta a ser compartilhado com a embreagem e o câmbio. O volume total de lubrificante foi reduzido de 1,6 para 1,250 litro. O caminho do bombeamento do óleo para o comando de válvulas foi simplificado e encurtado. As mangueiras do circuito de refrigeração também são novas e tiveram a espessura da parede reduzidas de 4mm para 3mm.


Bateria de Íon-Lítio – Honda CRF250R 2018


A embreagem permanece exatamente com as mesma dimensões, mas a campana teve seu desenho revisado e as flanges utilizam um novo material. Novo também é o acionador que teve o desenho simplificado. O câmbio de cinco marchas é construído com um novo aço de alta resistência e ficou 200g mais leve. As relações de 1ª e 2ª marchas foram levemente encurtadas enquanto na relação final a coroa baixou de 49 para 48 dentes.

Do lado esquerdo do guidão, o botão do Engine Stop e do seletor de mapas foram agrupados num único suporte. São três os modos disponíveis: padrão, suave e agressivo. Uma pequena luz indica o modo selecionado. Do lado direito fica o botão de partida. O comando do acelerador também é novo, assim como o cabo, que incorpora o deslizador que anteriormente ficava no comando.

Chassis


Honda CRF250R 2018

Honda CRF250R 2018

Honda CRF250R 2018

Honda CRF250R 2018

A CRF 250R 2018 incorpora mesmo quadro e suspensões da atual CRF450R. O quadro é 340g mais leve que o anterior e o conjunto muda algumas medidas importantes. O entre-eixos foi encurtado em 3mm. A distância entre o pivô do braço oscilante (220g mais leve) e o eixo traseiro foi reduzida em 15mm. O centro de gravidade baixou 1.4mm.

O subquadro traseiro agora é produzido em alumínio extrudado, não mais forjado, e ficou 20% mais leve. A altura do assento ficou 6mm maior, a nova configuração aumentou também o espaço livre do solo em 5mm. Apesar de todas as novidades para economizar na balança, o peso total da motocicleta subiu 2,5kg, a óbvia vilã foi a adição da partida elétrica.


Balança traseira mais curta – Honda CRF250R 2018


Na suspensão dianteira a Honda abandonou a Showa SFF-TAC com molas a ar e voltou às boas e velhas conhecidas molas helicoidais. O novo garfo Showa de 49mm não é uma evolução do antigo de 48mm, mas uma versão do kit fornecido às equipes do Campeonato Japonês. Na traseira o amortecedor Showa tem a montagem superior posicionada 39mm mais baixa. 
Opcional, o tanque de combustível de titânio, assim como na CRF450R, é 513g mais leve que a peça em plástico.


Tanque de combustível de titânio – Honda CRF250R 2018


Confira mais fotos da nova motocicleta.


Honda CRF250R 2018

 


Honda CRF250R 2018

 


Honda CRF250R 2018

 


Honda CRF250R 2018

 


Honda CRF250R 2018

 


Honda CRF250R 2018

 

Marvin Musquin e Joey Savatgy vencem

2017 Spring Creek – MN – 8ª etapa
Publicado em: 24/07/2017

 

Marvin Musquin e Joey Savatgy vencem em dia de problemas para os líderes do campeonato



Com a pista mais difícil que de costume, Marvin Musquin sobrou nas corridas


A caravana do motocross norte-americano subiu à região norte central do país para a disputa da oitava etapa, após uma semana de intervalo. Não foi um dia dos melhores para os líderes do campeonato. Tanto Eli Tomac como Zach Osborne enfrentaram problemas. Entretanto também não foi dos piores, já que ambos conseguiram conter os prejuízos e manter intacta a posição na tabela. Tomac conseguiu até abrir um pontinho.

Corridas

A semana de descanso foi boa para Marvin Musquin. O francês aproveitou para recuperar o joelho e mostrou um desempenho no circuito Spring Creek de quem está plenamente recuperado, embora, naturalmente, algum incômodo ainda persista.


Dean Wilson fez seu melhor resultado na 450


Na primeira bateria Musquin disparou na liderança e já tinha mais de 20 segundos de vantagem na sexta volta! A partir daí foi só administrar. A segunda corrida não foi tão fácil para o único piloto restante na Red Bull Factory KTM USA. Depois de ultrapassar Justin Bogle pela liderança na terceira volta, a presença próxima de Blake Baggett o manteve alerta por bastante tempo. Após a metade da bateria é que Musquin conseguiu se distanciar e administrar a liderança. Foi sua segunda vitória geral na categoria 450, primeira onde venceu as duas baterias.

“Fui o mais rápido nos treinos e a pista estava bem macia. Estava bem solta e a chuva deixou a pista com muitos trilhos e bem técnica. Mas isso é bom para mim, gosto deste tipo de pista”, comentou o francês que ocupa a terceira posição na classificação geral a 60 pontos do líder.

Dean Wilson também deve ter gostado muito da pista, pois conquistou seu melhor resultado na 450 com a segunda posição geral via 3-3 nas baterias. “Estava calor e a pista muito difícil e desafiadora. Sabia que o preparo físico faria a diferença. Não sabia que eu era o segundo geral até a bandeirada, o que me deixou ainda mais feliz, Estou muito contente e animado, mas ainda temos muitas corridas pela frente.”


A dia difícil não abalou a liderança no campeonato de Eli Tomac


Eli Tomac largou fora dos dez primeiros na primeira bateria, mas avançou rapidamente até a segunda posição, conquistada na sétima volta. A esse ponto Musquin já estava mais de 20 segundos a frente e não faria sentido nenhum arriscar para tentar alcançá-lo. Na segunda bateria Tomac sofreu uma forte queda no início, e depois outra. A corrida poderia ter sido desastrosa, mas o piloto da Kawasaki ainda fez uma boa recuperação para completar em quinto. A soma dos resultados lhe deu o terceiro lugar na etapa.

“Quando caí na segunda bateria só pensei em voltar o mais rápido possível para minha moto. Por sorte aconteceu na primeira volta, o que me deu chances de me recuperar no pelotão. Tive uma segunda queda quando toquei o pneu traseiro de outro piloto. Fui capaz de chegar em quinto, o que foi bem melhor do que esperava. A pista estava difícil hoje, era complicado conseguir fluir com o solo tão macio.”


Pódio 450


Notas

- Belo holeshot do piloto local Henry Miller na segunda bateria. Infelizmente sua fama durou poucos segundos. Alguns metros depois Miller perdeu o equilíbrio e sofreu uma queda espetacular. Por sorte não foi atropelado por ninguém. Ainda conseguiu completar em 14º, que somado ao nono na primeira bateria lhe deu a 12ª posição na etapa.

- Com a mão machucada, Jason Anderson até tentou correr, mas após uma péssima largada na primeira bateria, desistiu da corrida após duas voltas. Com dores, nem alinhou para a segunda prova.

250 – Joey Savatgy conquista segunda vitória na temporada


Joey Savatgy


A chuva antes das provas e a preparação para salvar a pista alteraram bastante a realidade no playground dos irmãos Martin, eliminando um pouco a vantagem de, literalmente, correr em casa. Entretanto o mais jovem Alex não se saiu mal, faturando a segunda posição geral via 2-4 nas baterias.


Alex Martin

Jeremy (4-5) foi o quarto colocado e protagonizou um episódio polêmico ao perder o controle numa subida e sair da pista. Retornou já na descida, voltando na mesma posição após esperar pelos adversários. A manobra eliminou os prejuízos pelo erro, mas não houve nenhuma punição ao piloto, que ocupa o terceiro posto no campeonato.

A vitória da etapa ficou com Joey Savatgy, que liderou a primeira bateria de ponta a ponta. Com o segundo lugar na segunda bateria, conquistou a segunda vitória numa temporada de altos e baixos. “Me senti muito bem hoje. É fácil dizer isso quando se vence, mas não me sentia tão forte assim há um bom tempo. Testei com a equipe na Flórida durante o intervalo no campeonato e, ao que parece, valeu a pena. Estava muito quente e úmido hoje, quase como outro dia de treinos na Flórida.”

Problemas de motor prejudicaram Zach Osborne na primeira bateria. De alguma forma, mesmo com a moto deixando um rastro de fumaça pelo circuito, Osborne completou a corrida na oitava posição. Com motor novo, retornou na segunda bateria para vencer, após superar Savatgy na décima de 15 voltas.


Zach Osborne


“Ao final das contas tivemos um bom dia. Me senti muito bem já nos treinos e classifiquei em segundo. Tivemos um problema na primeira bateria, mas me redimi na segunda com a vitória (na bateria) e o pódio (na geral). Foi bom não perder muitos pontos e preservar a boa vantagem. Num dia difícil, perdemos apenas quatro pontos.”

Gustavo Pessoa premiado


Gustavo Pessoa marcou mais um ponto no campeonato


Gustavo Pessoa fez a sua última prova antes do retorno para a disputa da segunda etapa do Brasileiro de Motocross. Na primeira bateria foi 20º e marcou mais um dos seus 14 pontos no campeonato. Abandonou a segunda bateria com problemas elétricos na motocicleta, mas seu desempenho na complicada pista lhe rendeu o troféu de piloto privado na etapa, entregue por ninguém menos que Whoop Monster, figura folclórica que assombra os espectadores no tradicional circuito de Spring Creek.


Equipe brasileira recebe o prêmio de melhor piloto privado


O AMA Motocross continua no norte, mas segue para o oeste com a disputa da nona etapa no circuito de Washougal, Washington.

Resultados AMA Motocross 2017 7ª etapa

Resultados AMA Motocross 2017 Southwick


Eli Tomac vence terceira prova consecutiva na 450. Zach Osborne amplia vantagem na 250 


Eli Tomac

250 (Soma das Baterias)

1. Zach Osborne (2-1)
2. Dylan Ferrandis (1-2)
3. Alex Martin (3-3)
4. RJ Hampshire (5-4)
5. Jeremy Martin (4-6)
6. Joey Savatgy (7-5)
7. Mitchell Harrison (6-7)
8. Chase Sexton (9-8)
9. Colt Nichols (8-10)
10. Adam Cianciarulo (15-9)
11. Lorenzo Locurcio (12-12)
12. Shane McElrath (11-13)
13. Luke Renzland (10-14)
14. Kyle Cunningham (18-11)
15. Nick Gaines (16-15)
16. Sean Cantrell (14-17)
17. Steven Clarke (13-37)
18. Cody Williams (17-19)
19. William Lofstrom (21-16)
20. Cody VanBuskirk (22-18)
21. Gustavo Pessoa de Souza (19-33)
25. Pepê Bueno (27-24)

450

450 (Soma das Baterias)
1. Eli Tomac (1-1)
2. Blake Baggett (2-2)
3. Dean Wilson (6-3)
4. Cooper Webb (3-6)
5. Martin Davalos (7-4)
6. Cole Seely (5-5)
7. Christian Craig (10-7)
8. Fredrik Noren (8-10)
9. Henry Miller (13-9)
10. Justin Bogle (9-13)
11. Justin Barcia (12-12)
12. Marvin Musquin (4-38)
13. Dakota Alix (17-11)
14. Weston Peick (36-8)
15. John Short (15-14)
16. Brandon Scharer (14-17)
17. Josh Grant (11-40)
18. Ryan Dowd (18-16)
19. Ronnie Stewart (33-15)
20. Josh Mosiman (19-18)

Resultados AMA Motcross 2017 High Pont , PA

Resultados de High Point, tapa d

 


Blake Baggett


Blake Baggett foi o grande vencedor da quarta etapa do AMA Motocross 2017. O piloto venceu a primeira bateria e foi segundo colocado na seguinte. Apesar de vencer a segunda corrida, Eli Tomac ficou fora do pódio. Na primeira corrida caiu durante a primeira volta e completou apenas em 12º. Baggett é o novo líder do campeonato.

Marvin Musquin torceu o joelho durante os treinos e sofreu uma lesão no menisco. Informação já confirmada pela equipe KTM. O francês completou a primeira bateria em 16º e a segunda em sexto.

Equilíbrio marca disputas na terceira etapa da temporada do AMA Motocross

2017 Thunder Valley – CO – 3ª e

Largada 250


Este início de campeonato do Lucas Oil AMA Motocross está surpreendendo, não? Foram nada menos que cinco vencedores em seis baterias e três diferentes pilotos no topo do pódio em cada etapa. Exceto na abertura do campeonato, o domínio de Eli Tomac não aconteceu e a altitude do circuito Thunder Valley mostrou que, além de Marvin Musquin, tem mais gente que pode entrar na briga pelo título.

A classe 250 também mostra equilíbrio de forças com quatro pilotos num intervalo de apenas um ponto no resultado final do Colorado.

Corridas


Blake Baggett


A primeira surpresa da 450 foi o holeshot do veterano da 250 Martin Dávalos, em seu início de carreira na classe principal. Acho que o próprio equatoriano se assustou, pois caiu ainda na primeira volta, levantando na nona posição. Na primeira volta aconteceu também outra queda coletiva importante, que levou ao chão três favoritos: Marvin Musquin, Josh Grant e Blake Baggett. Marvin e Baggett fizeram notáveis corridas de recuperação em seguida, enquanto Grant abandonou a prova algumas voltas mais tarde.

Correndo em casa e com três fortes adversários bem para trás, o caminho estava livre para Eli Tomac, certo? Hum… quase. Depois de alguma briga com Justin Barcia o piloto da Kawasaki foi vítima de seu próprio erro ao cair na quinta volta quando ocupava o terceiro lugar. Levantou em sexto já com Musquin e Baggett logo atrás. Tomac não foi capaz de segurar os dois e até a bandeira e só recuperou uma posição, sobre Broc Tickle, e ainda foi ultrapassado por Barcia no final, completando em sétimo.


Jason Anderson


Ignorando as batalhas que aconteciam atrás, Justin Bogle levou a sua Suzuki para a primeira vitória da temporada, abrindo e controlando a distância para Jason Anderson. O surpreendente Baggett ainda passou Musquin e Cole Seely na parte final para completar em terceiro.

Segunda Bateria

A segunda largada viu outra Suzuki na frente com Tickle. Entretanto Baggett e Tomac passaram voando e, para a alegria do público, o piloto da Kawasaki era o líder ao completarem a primeira volta.


Eli Tomac


Os dois ponteiros apertaram bem o ritmo abrindo dos demais, mas Bagett se manteve próximo e a confiança gerada por bater Tomac na primeira bateria, lhe deu a força necessária para voltar a atacar e recuperar a liderança na metade da corrida. Baggett ainda abriu mais de dez segundos até a bandeirada. Marvin Musquin foi terceiro, seguido de Cooper Webb e Josh Grant.

“Depois de Glen Helen eu soube os pontos onde tinha que trabalhar, sabia meus pontos fortes. O objetivo é vencer corridas e como tudo é novo com a equipe, estamos ainda acertando as coisas. Hoje me senti à vontade desde a primeira volta nos treinos e tudo correu bem dali pra frente”, comentou Baggett. “Sabia que tinha a velocidade para vencer hoje e fui paciente com Tomac na segunda bateria. Quando a oportunidade da liderança se apresentou tive de agarrá-la e correr com ela. Foi o que fiz.” Esta é a primeira vitória geral de Bagget na classe 450 que subiu à terceira posição a apenas dois pontos de Tomac.


Marvin Musquin


Se o final de semana não foi espetacular para Marvin Musquin, o francês ainda salvou a segunda posição geral da etapa e ampliou a vantagem sobre Tomac para 17 pontos. “A equipe tem trabalhado bastante e tenho tentado não me pressionar muito. Estamos indo bem. Fomos consistentes nas três primeiras etapas e estou feliz pela equipe, já que sou o único piloto. Com a saída de Dungey eu queria melhorar e ser um dos melhores. Acho que estrou mostrando para a equipe que estou cumprindo meu trabalho e dando 100%. Só temos que continuar em frente.”

250 


Alex Martin


As corridas também foram bem interessantes na classe 250. Na primeira, Alex Martin fez o holeshot e liderou até o fim, mas não foi uma vitória fácil, já que sempre teve alguém por perto e as batalhas foram ferozes pela segunda posição. Seu irmão Jeremy Martin o seguiu no início e o segundo lugar ainda passou pelas mãos de Michael Mosiman antes de voltar para Jeremy que depois foi ultrapassado por Joey Savatgy. Mas o dono da posição no resultado final foi Austin Frokner, que veio de sétimo e numa impressionante arrancada final superou Jeremy, Savatgy e recebeu a bandeirada a apenas um segundo de Alex. Jeremy ainda recuperou a terceira posição, deixando Savatgy em quarto. O líder da pontuação Zach Osborne caiu na primeira volta e completou em oitavo.

Na segunda bateria Aaron Plessinger passou Joey Savatgy pela liderança logo após a largada, mas sofreu uma queda na quarta volta e abandonou a corrida. Savatgy retomou a ponta e passou a sofrer pressão de Jeremy Martin a partir da metade da prova, mas resistiu aos ataques e venceu a bateria.  Forkner ficou com a terceira posição seguido de Alex Martin.


Joey Savatgy


Depois de completar a primeira volta em oitavo, Osborne fez uma corrida apenas regular para completar em quinto. O francês Dylan Ferrandis chegou a ocupar a segunda posição, depois de ultrapassado por Jeremy Martin caiu e completou a bateria em sexto.


Jeremy Martin


Empatado em pontos na etapa com Alex Martin, Savatgy comemorou a vitória pelo melhor resultado na segunda bateria. “É um grande alívio. Gosto muito desta pista aqui no Colorado, por ser bem fluida e se encaixa em meu estilo. Eu precisava provar a mim mesmo que ainda podia vencer e isso tira um grande peso de meus ombros. É quase a mesma sensação da minha primeira vitória.”

Quinto na geral com 8-5, Osborne comentou: “Definitivamente não foi um dia terrível. Passei mal a semana inteira (com dores de estômago) e só fui capaz de pilotar um dia. A queda dificultou as coisas na primeira bateria, mas recuperei até oitavo. Fiz uma largada decente na segunda para chegar em quinto. Estou feliz por sobreviver e manter a liderança no campeonato. Espero usar o final de semana de descanso para me recuperar e lutar novamente para recuperar vantagem nos pontos.”


Zach Osborne


Sem etapa no próximo sábado, o Lucas Oil AMA Motocross retorna em High Point, na Pensilvânia, no dia 17 de junho.


450 Largada Chegada Pts
P. # Piloto Moto M1 M2 M1 M2 Totais
1 4 Blake Baggett KTM 450 SX-F FE 26 2 3 1 45
2 25 Marvin Musquin KTM 450 SX-F FE 19 9 4 3 38
3 21 Jason Anderson Hus FC450 2 6 2 6 37
4 19 Justin Bogle Suz RMZ 450 1 4 1 9 37
5 3 Eli Tomac Kaw KX 450F 5 1 7 2 36
6 14 Cole Seely Hon CRF450R 6 10 5 10 27
7 15 Dean Wilson Hus FC450 10 11 9 7 26
8 20 Broc Tickle Suz RMZ 450 4 5 (HS) 8 8 26
9 51 Justin Barcia Suz RMZ 450 3 3 6 12 24
10 30 Martin Davalos Hus FC450 9 (HS) 18 10 11 21
11 2 Cooper Webb Yam YZ 450F 7 7 22 4 18
12 32 Weston Peick Suz RMZ 450 8 13 12 13 17
13 33 Joshua Grant Kaw KX 450F 40 8 38 5 16
14 40 Fredrik Noren Hon CRF450R 12 32 11 15 16
15 70 Dakota Alix KTM 450 SX-F FE 11 14 13 14 15
16 68 Heath Harrison Yam YZ 450F 20 15 15 16 11
17 154 Brandon Scharer Yam YZ 450F 13 19 14 17 11
18 170 Zack Williams Hon CRF450R 33 25 18 18 6
19 125 Josh Mosiman Hus FC450 14 20 16 31 5
20 606 Ronnie Stewart Suz RMZ 450 18 16 17 22 4
21 544 Morgan Burger Hon CRF450R 23 17 19 20 3
22 718 Toshiki Tomita Hon CRF450R 21 22 30 19 2
23 157 Jacob Baumert KTM 450 SX-F 15 12 20 23 1

 

250 Largada Chegada Pts
P. Piloto Moto M1 M2 M1 M2 Totais
1 Joseph Savatgy Kaw KX 250F 5 2 (HS) 4 1 43
2 Alex Martin KTM 250 SX-F FE 1 (HS) 7 1 4 43
3 Jeremy Martin Hon CRF250R 2 5 3 2 42
4 Austin Forkner Kaw KX 250F 6 6 2 3 42
5 Zachary Osborne Hus FC250 16 8 8 5 29
6 Dylan Ferrandis Yam YZ 250F 20 4 9 6 27
7 Colt Nichols Yam YZ 250F 7 14 6 12 24
8 Mitchell Harrison Yam YZ 250F 4 3 11 8 23
9 Shane McElrath KTM 250 SX-F FE 8 12 10 9 23
10 Michael Mosiman Hus FC250 26 17 12 10 20
11 Justin Hill Kaw KX 250F 14 11 17 7 18
12 Sean Cantrell KTM 250 SX-F FE 13 16 15 11 16
13 Kyle Cunningham Suz RMZ 250 15 15 13 13 16
14 Adam Cianciarulo Kaw KX 250F 3 9 5 37 16
15 Aaron Plessinger Yam YZ 250F 9 1 7 39 14
16 James Decotis Hon CRF250R 19 24 16 14 12
17 Bradley Taft Yam YZ 250F 11 10 18 15 9
18 Mark Worth Yam YZ 250F 10 13 14 19 9
19 Nick Gaines Yam YZ 250F 21 18 19 16 7
20 Jerry Robin Yam YZ 250F 12 29 25 17 4
21 Lorenzo Locurcio Yam YZ 250F 17 19 20 18 4
22 Luke Renzland Yam YZ 250F 24 27 21 20 1


Classificação Geral

P. # 450 Pts
1 25 Marvin Musquin 127
2 3 Eli Tomac 110
3 4 Blake Baggett 108
4 21 Jason Anderson 93
5 19 Justin Bogle 86
6 15 Dean Wilson 84
7 14 Cole Seely 81
8 20 Broc Tickle 79
9 33 Joshua Grant 76
10 51 Justin Barcia 69
11 32 Weston Peick 63
12 2 Cooper Webb 57
13 30 Martin Davalos 52
14 40 Fredrik Noren 46
15 48 Christian Craig 37
16 70 Dakota Alix 32
17 68 Heath Harrison 23
18 244 justin hoeft 17
19 154 Brandon Scharer 13
20 90 Dillan Epstein 12
21 121 Cody Cooper 11
22 125 Josh Mosiman 11
23 606 Ronnie Stewart 7
24 333 Rhys Carter 7
25 718 Toshiki Tomita 6
26 170 Zack Williams 6
27 926 Kaven Benoit 5
28 544 Morgan Burger 3
29 941 Angelo Pellegrini 2
30 167 Zachary Bell 1
31 157 Jacob Baumert 1
32 151 Dakota Tedder 1
P. # 250 Leste Pts
1 16 Zachary Osborne 119
2 26 Alex Martin 110
3 6 Jeremy Martin 101
4 17 Joseph Savatgy 93
5 24 Austin Forkner 89
6 39 Colt Nichols 89
7 36 Adam Cianciarulo 85
8 23 Aaron Plessinger 78
9 45 Mitchell Harrison 66
10 108 Dylan Ferrandis 64
11 342 Michael Mosiman 60
12 38 Shane McElrath 60
13 129 Sean Cantrell 56
14 46 Justin Hill 52
15 78 Nick Gaines 33
16 28 Mitchell Oldenburg 24
17 57 James Decotis 23
18 183 Lorenzo Locurcio 22
19 74 Bradley Taft 20
20 42 Kyle Cunningham 16
21 172 Mark Worth 15
22 50 Luke Renzland 14
23 558 Jerry Robin 12
24 128 Cameron Mcadoo 11
25 791 Gustavo Souza 9
26 677 Cody Williams 2
27 388 Brandan Leith 2
28 321 Bradley Lionnet 1



Eli Tomac e Ryan Dungey empatados quando campeonato entra em sua reta final

O Monster Energy AMA Supercross caminha para um final emocionante. A 14ª etapa disputada neste sábado trouxe mais uma noite dramática na disputa deste título, que muitos consideraram definido onze corridas atrás. A vitória em Seattle ficou com Marvin Musquin, sua segunda na temporada.


Marvin Musquin


Clima instável

A semana foi de tempo instável na região deixando a terra usada para construção da pista bastante macia. Mais macia que o desejável para a maioria dos pilotos no Supercross. A turma da Dirt Wurx fez um bom trabalho cobrindo o traçado, que só foi descoberto no último momento possível. Os treinos livres foram cancelados e as tomadas de tempo foram reduzidas a apenas uma de 10 minutos por grupo.


Eli Tomac


Mesmo o tempo reduzido de pista não foi o suficiente para evitar as canaletas e trilhos que marcaram o traçado quase que instantaneamente. A direção de prova diminuiu também o tempo das provas finais, abaixando três minuto em cada categoria.

Corridas Finais

Eu não sou um fã dos blocos de espuma, os famigerados tuff blocks usados para demarcar as pistas de Supercross. Acredito que mais do que proteger, são os causadores de muitas quedas, algumas bem violentas. Um pequeno desvio de trajetória acaba derrubando muitos pilotos que estariam ainda em situação de se salvar. Isto é bastante evidente nos saltos.

Bom, porque estou dizendo isso? Um bloco de espuma mal colocado causou a queda coletiva que influenciou no resultado da etapa e, quem sabe, até do campeonato. Cooper Webb tocou um na primeira curva e o mesmo virou instantaneamente um inesperado obstáculo para o grupo de pilotos que vinha atrás.

Na queda coletiva o mais prejudicado foi Ryan Dungey que, mesmo com partida elétrica, foi o último a colocar a moto para funcionar novamente. Eli Tomac também não saiu nada bem e, com ele em décimo e Dungey em último, começava a corrida em uma pista que deixou muitos na defensiva.


Jason Anderson


Alheio aos problemas dos demais, Marvin Musquin largou na frente com seu histórico europeu ajudando a enfrentar a pista mais macia. O francês liderou de ponta a ponta com uma vantagem que chegou a oito segundos e só caiu para quatro na última volta, quando o francês já pensava que tipo de Heel Clicker ia dar na chegada.

Se Musquin navegou num mar mais ou menos tranquilo, imediatamente atrás reinou o caos. Cooper Webb surpreendeu positivamente no início – se descontarmos o episódio do tuff block - quando assumiu a terceira posição. Na sétima ou oitava volta já era pressionado por Tomac, que chegou a fazer a ultrapassagem. O novato da Yamaha, entretanto, deu o troco algumas curvas depois e aproveitou também para superar Jason Anderson, que cometeu alguns erros, se debatendo com as traiçoeiras condições do circuito.

Além de se recuperar da má largada, Tomac enfrentou também outros percalços no caminho. O estilo agressivo do piloto da Kawasaki, não o eximiu de alguns erros nos encaixes dos obstáculos. Depois de algumas passagens “no fio da navalha” e várias voltas mais rápidas, Tomac finalmente foi ao chão quando chegou curto na recepção de um triplo. Levantou rapidamente depois de devolver a quarta posição para Anderson.


Ryan Dungey


Com a prova se aproximando do final, Webb pareceu perder o ritmo e quando tentava defender-se dos ataques de Anderson seus caminhos se encontraram novamente com um bloco de espuma, desta vez indo ao chão. Webb jogou fora uma boa corrida para terminar na oitava posição. Tomac agradeceu uma posição de presente e logo depois superou Anderson sem grandes dificuldades para terminar em segundo.

E Dungey? Dungey fez também uma corrida de campeão com a recuperação até a quarta posição. O piloto da KTM conseguiu o posto tomando a quarta posição de Davi Millsaps na última volta. O principal problema de Dungey é que há um piloto constantemente mais rápido que ele nas pistas. Outro problema é que não acertou mais nenhuma largada nas finais desde Daytona. Chad Reed, que poderia lhe causar um bom atraso – nesta prova legitimamente – não foi um fator desta vez. O australiano sofreu uma queda na quinta volta e não se encontrou com Dungey na final.


Marvin Musquin comemora a segunda vitória no Supercross 450


Na classificação geral Dungey não tem mais nenhuma vantagem. Empatado em pontos com Tomac, o desempate fica a favor do piloto da Kawasaki pelo número de vitórias, já impossível de reverter nas três etapas finais. Musquin, matematicamente ainda dentro da briga, está 42 pontos atrás.

A volta da 250 Oeste


Aaron Plessinger


Na classe 250 um nome se destacou: Aaron Plessinger. Muito à vontade com a pista, o piloto da Yamaha tinha também um trunfo na manga. Uma sequência de três triplos que só ele fazia (e foram poucos que fizeram na 450). Com essa vantagem sobre os demais, levou apenas duas voltas para ir de quinto à liderança na primeira largada que foi cancelada para atendimento a um piloto acidentado.

Plessinger não ficou nada contente com a bandeira vermelha, mas recompôs sua liderança na segunda largada exatamente da mesma maneira, saindo na quinta posição. Desta vez levou três voltas e meia para superar Shane McElrath, Jimmy Decotis, Justin Hill e Martin Dávalos.


Justin Hill


Na prova de 14 voltas – uma a menos que o regulamento vigente até o ano passado – Plessinger administrou a liderança que chegou a oito segundos.

Na segunda posição Hill fez uma corrida consciente, como convém a um líder de campeonato que deixou Seattle com vantagem de 18 pontos. Mitchell Oldenburg completou o pódio, após partir na sétima posição. Dávalos foi o quarto colocado, longe do ritmo dos ponteiros.

Agora o AMA Supercross tem um merecido fim de semana de descanso para retornar a Salt Lake City no dia 22 de abril.

Com quinta vitória consecutiva, Eli Tomac reduz diferença para apenas quatro pontos

Dungey ganha um novo inimigo


Largada da final 450


A vida não está fácil para Ryan Dungey. Nas últimas etapas tem visto sua vantagem no campeonato evaporar aos pouco com um Eli Tomac mais rápido, consistente e confiante do que nunca. O representante da Kawasaki em nada lembra aquele piloto que, apesar de rápido, largava mal, caia uma prova sim, outra não e enfrentava problemas de acerto com a motocicleta e braços travados.

Tomac é outro piloto, completamente diferente do início do ano ou de temporadas passadas do Supercross. Confiante e dominante nesta nova fase, chega a lembrar grandes estrelas com Jeremy McGrath e Ryan Villopoto que massacravam a concorrência.

Não bastassem já as noites mal dormidas causadas pelo furacão Tomac, Dungey parece ter conquistado um novo inimigo, e um inimigo de alto gabarito… Já comentarei sobre isso mais a frente.

Final em St. Louis


Eli Tomac, quinta vitória consecutiva


Largada da final no The Dome at America’s Center com os três primeiros colocados do campeonato na frente. Dungey seguido de Tomac e Marvin Musquin. O holeshot é uma grande esperança da equipe KTM em deter o avanço de Tomac, mas a alegria dura pouco. Três ou quatro curvas depois Dungey deixa uma porteira aberta para Tomac pegar a linha de dentro.

As tentativas de contra-ataque não rendem e em poucas voltas a diferença para Tomac vai a três segundos e meio. Dungey comete alguns pequenos erros e sofre pressão de Musquin, que mostra a roda dianteira ao companheiro de equipe em toda oportunidade possível, mas não com a ênfase necessária para completar uma ultrapassagem. Será que veio alguma bronca do andar de cima?


Ryan Dungey com Marvin Musquin por perto no início da corrida


Algumas voltas depois Dungey se distancia de Musquin e consegue recuperar terreno em relação a Tomac, quando os líderes começam a enfrentar tráfego. A diferença chega a cair para 1,5 segundo, momento em que Dungey descobre que tem um novo inimigo de peso:

A inesperada pedra no sapato de Ryan Dungey

Para analisarmos melhor esse tópico é preciso voltar à etapa anterior em Detroit. Lembram do rebuliço na largada que deixou vários pilotos na primeira curva, inclusive Dungey, que não caiu, mas perdeu um tempão precioso? Pois bem, Chad Reed, o primeiro a cair, achou em Dungey o culpado pelo início da confusão. E analisando as imagens da largada vemos que a KTM realmente vem para a esquerda e espreme o australiano.

Águas passadas? Provavelmente não. Na primeira classificatória da 450 em St. Louis, Reed sai em segundo e faz uma ultrapassagem agressiva sobre Dungey. O atual campeão recupera a liderança já na fase final da bateria após dois (leves) contatos com Reed num “esse” apertado antes do salto do túnel. Na bandeirada Dungey vence com Musquin em segundo e Reed em terceiro. Talvez o fato de Dungey ter reclamado da pilotagem de Reed – que foi dura, mas nem um pouco suja – em rede nacional após a bateria, tenha contribuído para jogar mais lenha na fogueira.


Chad Reed resolveu acertar contas na final em St. Louis

 

Ryan Dungey reencontra o caminho da vitória na classe principal

Zach Osborne vence pela primeira vez e assume liderança na 250 Leste


Ryan Dungey


Como parte do MotoFest em Atlanta, a oitava etapa do Monster Energy AMA Supercross teve uma programação especial, que começou na sexta-feira com as corridas do Arenacross utilizando cerca de três quartos da pista montada no Georgia Dome. No sábado, o evento principal por todo o circuito terminou com Ryan Dungey reencontrando o caminho da vítória na classe 450 e Zach Osborne faturando pela primeira vez o topo do pódio na segunda prova da 250 Leste. Neste domingo as motos encerram a programação no estádio com provas amadoras.

450 – Dungey fatura segunda vitória na temporada 


Eli Tomac


A noite em uma pista notadamente menos deteriorada que as anteriores foi perfeita para Dungey. O líder do campeonato largou a bateria final na frente enquanto os principais rivais lutavam por posições intermediárias. Eli Tomac ocupando a nona posição e Marvin Musquin ainda mais atrás, fora dos 10 primeiros. 

Em pouco tempo o piloto da KTM abriu alguns segundos conquistando uma posição confortável na liderança. Blake Baggett assumiu a segunda posição na terceira volta, quando ultrapassou Mike Alessi que pouco depois também foi superado por Cole Seely.  


Blake Baggett (à esq.) foi ao pódio com a terceira colocação


Com as melhores voltas da prova, Tomac foi subindo na classificação até chegar na briga pelo pódio com cerca de um terço de prova. Ele passou por Seely com facilidade, mas precisou de mais algumas voltas até conseguir pressionar Baggett. Quando assumiu a segunda posição, Tomac tinha aproximadamente sete segundos de diferença para Dungey e cinco minutos para atacar.

Então, Dungey apenas controlou o intervalo e quando ambos entraram para a última volta a distância era de três segundos. “Eu vi Eli (Tomac) chegando no final, mas queria apenas manter um ritmo tranquilo para mim. Uma vitória é uma vitória”, disse Dungey. Não dá para questionar. Com a 33ª da carreira, o atual campeão mostrou mais uma vez que sabe como manter a classificação sob controle.


Jason Anderson


Tomac completou em segundo e voltou à vice-liderança do campeonato, enquanto Baggett comemorou o primeiro pódio com um consistente terceiro lugar. Jason Anderson superou Seely e chegou a brigar pelo pódio fazendo uma investida sobre Baggett na última volta, mas escorregou e caiu em uma curva tento que se contentar com o quarto lugar.
     
Musquin não teve uma noite das melhores, ao longo da prova teve um contato com Justin Bogle chegando a derrubar o piloto da Suzuki, mas ainda salvou o quinto lugar ultrapassando Seely, que acabou em sexto. Com o resultado, o francês perdeu uma posição na classificação geral do campeonato. 


Marvin Musquin


Na ponta da tabela, Dungey agora conta com uma vantagem de 25 pontos sobre Tomac – o equivalente a uma vitória – e 27 sobre Musquin. Esta foi sua quinta vitória no Georgia Dome, uma marca histórica que o coloca ao lado de Jeremy McGrath e Rick Carmichael como maior vencedor no estádio onde ganhou pela primeira vez em 2007, ainda pela classe 250. 

250 Leste – Uma década até o topo do pódio


Depois de 10 anos e 49 corridas, Zach Osborne finalmente sentiu o gostinho da vitória no AMA Supercross. A segunda prova da temporada na 250 Leste começou com a liderança de Jordon Smith e o francês Dylan Ferrandis deixando o segundo lugar escapar com uma queda ainda na primeira volta. O francês caiu novamente mais tarde indo para o fim do pelotão. Assim a disputa que já ocorria entre Alex Martin e Osborne passou a valer a vice-liderança.

Em poucas voltas Osborne superou Martin, foi para cima de Smith e assumiu o comando da prova enquanto o até então líder da temporada Joey Savatgy, após largar apenas na 11ª posição, tinha trabalho para se recuperar. 


Zach Osborne


Com o piloto da Husqvarna escapando na frente, a intensa briga entre Smith e Martin, pelo segundo lugar, virou a principal atração. Os companheiros de equipe da Troy Lee Designs Red Bull KTM não aliavam um para o outro até que Smith levou a pior em uma dividida e foi pro chão.

Mantendo uma margem segura sobre Martin até a bandeirada, Osborne conquistou a vitória e assumiu a liderança do campeonato. Colt Nichols, depois da discreta 10ª posição na primeira etapa, conseguiu um ótimo terceiro lugar subindo ao pódio. 


Alex Martin e Jordon Smith


Savatgy terminou em quarto e agora ocupa o segundo lugar na classificação, dois pontos atrás de Osborne. Smith ainda foi o quinto colocado e tem a terceira posição na tabela.

“Foi uma ótima noite”, comemorou Osborne. “Trabalhei duro para essa vitória e estou pronto para manter o ritmo na próxima semana. É bom ter o Red Plate (de líder)”, completou.   


Joey Savatgy


O Monster Energy AMA Supercross continua no próximo sábado, 4 de março, com a única corrida fora dos Estados Unidos: a nona etapa será disputada no Rogers Center, em Toronto, no Canadá.

Eli Tomac desencanta na temporada, Chad Reed surpreende Ryan Dungey


Eli Tomac


Se enganou quem achou que o campeonato ficaria monótono com a ausência de Ken Roczen. A primeira prova sem o vencedor das duas primeiras etapas contrariou as expectativas com uma final repleta de emoções. Certo, Eli Tomac disparou na liderança e não foi incomodado por ninguém durante os 20 minutos mais uma volta da categoria 450. Só que não faltaram emoções para os 54 mil espectadores com as disputas da segunda à décima posição na classe principal. A 250 também não decepcionou com a vitória decidida por menos de meio segundo entre os líderes do campeonato.

Corridas

Muito do espetáculo da noite foi proporcionado pelo bom circuito montado no University of Phoenix Stadium. Com uma grande reta de largada – reaproveitada no sentido inverso – túnel, retas longas e uma traçado que convidava às trocas de posições. Acredito que a etapa de Glendale foi a que mais teve ultrapassagens na temporada.


Chad Reed


Eli Tomac, finalmente, conseguiu seu pódio. E com um desempenho maiúsculo. O piloto que falhou em manter o ritmo nas três primeiras etapas foi soberano no Arizona. Boa parte da vitória foi conquistada logo após a primeira curva, onde Tomac engatou uma sequência de obstáculos superior a todos os demais e imediatamente isolou qualquer possibilidade de ataque dos adversários. A partir daí o piloto da Kawasaki praticamente “passeou” pelo circuito enquanto a pauleira corria solta atrás.

“Tudo que posso dizer é que as três últimas semanas foram terríveis. Foi decepcionante e duro mentalmente também.”, disse Tomac. “Posso dizer agora que estou de volta. Fui capaz de pilotar durante essa noite. Não fui eu mesmo durante as últimas três semanas. A certo ponto estava aterrorizado, mas hoje estou aqui, no topo do pódio”, completou.

E o quê dizer do “vovô” Chad Reed? O veteraníssimo mostrou que tem muita lenha para queimar e mais impressionante do que largar em quinto e chegar em segundo, foi vencer um duelo no mano a mano contra Ryan Dungey. Os dois, que têm um estilo de pilotagem muito similar, trocaram de posições algumas vezes – em certos momentos com a companhia de Cole Seely no bolo. Quando Reed conseguiu a segunda posição definitivamente, tudo levava a crer que Dungey daria o troco mais a frente, pois ainda restava metade da corrida pela frente. Mas, ao contrário, o australiano abriu vantagem e garantiu a segunda posição com todo o apoio e simpatia do público.


Apesar do terceiro lugar, Ryan Dungey ampliou a vantagem na liderança


O terceiro lugar de Dungey ainda não lhe causa nenhum problema em relação ao campeonato. Na verdade ele ainda estendeu sua vantagem na pontuação já que Marvin Musquin ficou lá para trás. O único problema do terceiro lugar talvez seja uma pontinha de orgulho ferido por perder a briga para um piloto em que as questões sobre aposentadoria são frequentes já há alguns anos. Por outro lado um piloto cujos os resultados ruins ainda lhe colocam no pódio tem tudo para continuar com firmeza a busca pelo quarto título (no Supercross 450). Nas últimas 38 etapas, Dungey só não estourou a champanhe em duas ocasiões.

Cole Seely, na quarta posição, mostrou amadurecimento e constância nos resultados. Chegou todas entre os cinco primeiros. Fica difícil para um piloto considerado o segundo dentro da própria equipe enfrentar um campeonato com a determinação de conquistar o título. Talvez agora, com 100% da atenção do HRC, sua perspectiva mude um pouco, mas ainda acho que lhe falta a confiança e a decisão para não perder as disputas com os ponteiros. Para manter as chances no campeonato é preciso conquistar mais pódios e vitórias. Tomac, que ficou fora dos cinco primeiros nas etapas iniciais, já empatou com Seely na pontuação.

Foi bom ver alguns pilotos com ritmo forte nas posições intermediárias. David Millsaps (5º), Justin Brayton (6º, após largar em 2º) e Blake Baggett (7º) contribuíram com competência para o espetáculo deste sábado.


Marvin Musquin tentando escapar de Cooper Webb (2) e Jason Anderson (21)


Ver Marvin Musquin suando para chegar na nona posição também pode nos fazer reimaginar a atual hierarquia entre os pilotos. Depois de três pódios consecutivos, longe de quem vinha atrás, o francês largou fora dos dez primeiros, completou a primeira volta em 13º, mas falhou ao avançar para uma posição de destaque durante a corrida. Chegou a passar Cooper Webb, que deu o troco algumas voltas depois e no final teve que jogar duro para não perder o nono lugar para Jason Anderson. Com o resultado Musquin viu Dungey ampliar a vantagem na classificação para 15 pontos.

Vale comentar também sobre Malcolm Stewart. Novamente o piloto foi segundo em sua classificatória, atrás apenas de Tomac. Na final chegou a andar em quinto, mas levou um toque de Millsaps – logo após ultrapassá-lo – e foi ao chão no início da quarta volta. Perdeu muito tempo para remontar e perdeu também a motivação para acelerar forte o resto da noite. Completou em 14º.


Pódio 450 com Reed, Tomac e Dungey



Weston Peick, quinto no campeonato até então, falhou em chegar ao programa noturno. Sofreu uma queda no último treino e foi levado ao hospital com dores no pulso e costas.

250 Oeste - Josh Hill conquista segunda vitória


Justin Hill e Shane McElrath protagonizaram a batalha da 250


Não faltaram emoções também na 250 Oeste. Com a diferença que todas as atenções ficaram centradas na disputa pela vitória. Austin Forkner largou na frente e manteve a posição por três voltas. Como de costume, não conseguiu segurar Shane McElrath, que trouxe Justin Hill de reboque.

O piloto da TLD KTM chegou a abrir vantagem próxima aos quatro segundos, mas no final Hill voltou a pressionar e conseguiu a ponta a duas voltas do fim. McElrath não desistiu, tentou o contra-ataque e falhou por apenas 0,4 segundo na bandeirada.

Pelo campeonato a disputa entre os dois ficou ainda mais apertada. A vantagem de McElrath caiu para apenas 4 pontos.

No próximo sábado (4), a competição continua em Oakland, sede da quinta etapa da temporada.
 

 Resultados

P. # 450 Moto Diff M.v. Equipe
1 3 Eli Tomac Kaw KX 450F 21 Laps 59,181 MONSTER ENERGY KAWASAKI
2 22 Chad Reed Yam YZ450F +11,817 1:00.230 Monster Energy-Yamalaube-Chaparral-Yam Financa
3 1 Ryan Dungey KTM 450 SX-F Factory Edit +16,429 1:00.238 RED BULL KTM, MOTOREX, AKRAPOVIC, DUNLOP, F
4 14 Cole Seely Hon CRF 450 +22,876 1:01.269 Hon HRC
5 18 David Millsaps KTM 450 SX-F Factory Edit +23,268 1:00.315 Rocky Mountain ATV/MC – KTM – WPS
6 10 Justin Brayton Hon CRF 450 +28,851 1:01.228 Smartop/MotoConcepts/Hon
7 4 Blake Baggett KTM 450 SX-F Factory Edit +30,939 1:01.439 Rocky Mountain ATV/MC – KTM – WPS
8 2 Cooper Webb Yam YZ450F +34,445 1:01.200 Monster Energy-Yamalube-Chaparral-Yam Financial
9 25 Marvin Musquin KTM 450 SX-F Factory Edit +38,651 1:01.425 RED BULL KTM, MOTOREX, AKRAPOVIC, DUNLOP, T
10 21 Jason Anderson Hus FC450 +39,926 1:01.702 ROCKSTAR ENERGY HUSQVARNA FACTORY RACIN
11 15 Dean Wilson Yam YZ450F +47,070 1:01.798 Yam/O’Neal/Shoei/100%/Alpinestars/Toyota Escondi
12 33 Joshua Grant Kaw KX 450F +58,485 1:01.847 MONSTER ENERGY KAWASAKI
13 20 Broc Tickle Suz RM-Z450 +1:06.020 1:02.635 RCH Yoshimura Suz Factory Racing
14 47 Malcolm Stewart Suz RM-Z450 20 Laps 1:01.709 Ride365.com/Stewart Racing
15 800 Mike Alessi Hon CRF 450 +01,946 1:03.127 Smartop MotoConcepts Racing
16 61 Vince Friese Hon CRF 450 +03,064 1:02.851 Smartop Motoconcepts Hon
17 85 Thomas Hahn Yam YZ450F +49,068 1:04.124 CycleTrader Rock River YAMAHA GPI RoostMX
18 377 Christophe Pourcel Hus FC450 +54,364 1:03.165 Rockstar Energy Hus Factory Racing, Bel-Ray, Fl
19 75 Nick Schmidt Suz RM-Z450 19 Laps 1:05.158 Team3br dsc construction
20 67 Jimmy Albertson Suz RM-Z450 +14,747 1:05.046 Suz/FMF/Merge Racing/Rekluse/Seven/Acerbis/Bell
21 12 Jacob Weimer Suz RM-Z450 +20,445 1:02.589 Autotrader/JGR/Suz/Toyota/Monster Energy/NFAB/W
22 374 Cody Gilmore Kaw KX 450F +47,860 1:05.931

 

P. # 250 Oeste Moto Diff M.v. Equipe
1 46 Justin Hill Kaw KX 250F 16 Laps 1:01.879 MONSTER ENERGY PRO CIRCUIT KAWASAKI
2 38 Shane Mcelrath KTM 250SX-F Factory Editi +00,446 1:01.870 Troy Lee Designs/ Red Bull/ KTM
3 24 Austin Forkner Kaw KX 250F +06,007 1:02.219 MONSTER ENERGY PRO CIRCUIT KAWASAKI
4 23 Aaron Plessinger Yam YZ250F +08,334 1:01.842 Yamalube/Thor/Yam/Rockstar/Parts Unlimited
5 30 Martin Davalos Hus FC250 +25,371 1:02.001 Rockstar Energy Hus Factory Racing, Bel-
6 122 Dan Reardon Yam YZ250F +29,806 1:03.251 Yamalube/Thor/Rockstar/Parts Unlimited/Yam
7 100 Joshua Hansen Hus FC250 +32,626 1:03.435 NutUp/Fox/Shift/Lunar Pages/Munn Racing
8 57 James Decotis Hon CRF 250 +38,070 1:02.826 GEICO Hon
9 37 Phillip Nicoletti Suz RM-Z250 +39,305 1:03.680 Autotrader/JGR/Yoshimura/Suz
10 53 Cole Martinez Yam YZ250F +40,228 1:03.970 IB Corp Racing powered by Rock River/Radikal R
11 76 Scott Champion Yam YZ250F +59,372 1:04.738 Ride Motorsports – Home Depot – Yam
12 11 Kyle Chisholm Hon CRF 250 +1:00.240 1:04.807
13 59 Noah Mcconahy Hus FC250 15 Laps 1:04.970 JMC MOTORSPORT INTEGRITY ELECTRIC
14 71 Justin Starling KTM 250SX-F Factory Editi +04,786 1:05.006 JMR Racing / Slaton-KTM
15 338 Ryan Surratt Kaw KX 250F +08,002 1:05.615 NUTUP, C4MX, Kaw of Modesto, Fly Racing
16 902 Killian Auberson KTM 250 SX-F +13,758 1:05.514 KTM Switzerland/KTM/Motorex/Shift
17 95 Aj Catanzaro Yam YZ250F +24,658 1:06.086 Blue Buffalo, Slater Skins, Waynesburg Yam,
18 240 Bryce Stewart Yam YZ250F +28,427 1:06.420 Barrett Heritage
19 154 Brandon Scharer Hon CRF 250 +31,332 1:06.991 K1 Speed/BWR Engines/SSi Decals/RaceTech/F
20 99 Chase Marquier Hon CRF 250 +33,933 1:05.864 Hon, Proven Moto
21 805 Carlen Gardner Yam YZ250F +1:04.216 1:07.712 LAZER STAR/RACE TECH/MX ATHLETICS
22 179 Jon Ames Yam YZ250F 14 Laps 1:05.687 RIDE MOTO/ HOME DEPOT/ YAMAHA.


Classificação Geral

P. # 450 Pts
1 1 Ryan Dungey 89
2 25 Marvin Musquin 74
3 3 Eli Tomac 69
4 14 Cole Seely 69
5 18 David Millsaps 55
6 94 Ken Roczen 51
7 22 Chad Reed 49
8 21 Jason Anderson 47
9 33 Joshua Grant 46
10 2 Cooper Webb 44
11 32 Weston Peick 39
12 15 Dean Wilson 37
13 10 Justin Brayton 33
14 4 Blake Baggett 33
15 20 Broc Tickle 30
16 12 Jacob Weimer 22
17 19 Justin Bogle 20
18 61 Vince Friese 20
19 85 Thomas Hahn 11
20 377 Christophe Pourcel 10
21 47 Malcolm Stewart 10
22 800 Mike Alessi 7
23 75 Nick Schmidt 6
24 67 Jimmy Albertson 4
25 40 Fredrik Noren 2
26 606 Ronnie Stewart 1
27 722 Adam Enticknap 1
28 80 Cade Clason 1
29 41 Trey Canard 1
30 374 Cody Gilmore 1
31 314 Alex Ray 1
P. # 250 Pts
1 38 Shane Mcelrath 92
2 46 Justin Hill 88
3 23 Aaron Plessinger 82
4 30 Martin Davalos 70
5 24 Austin Forkner 67
6 57 James Decotis 55
7 122 Dan Reardon 47
8 6 Jeremy Martin 40
9 37 Phillip Nicoletti 38
10 100 Joshua Hansen 37
11 11 Kyle Chisholm 35
12 52 Tyler Bowers 33
13 53 Cole Martinez 29
14 71 Justin Starling 24
15 28 Mitchell Oldenburg 18
16 99 Chase Marquier 18
17 76 Scott Champion 17
18 902 Killian Auberson 17
19 59 Noah Mcconahy 16
20 64 Hayden Mellross 14
21 338 Ryan Surratt 10
22 74 Bradley Taft 9
23 137 Martin Castelo 7
24 138 Blake Lilly 7
25 95 Aj Catanzaro 6
26 240 Bryce Stewart 5
27 203 Zachary Commans 4
28 179 Jon Ames 4
29 154 Brandon Scharer 2
30 805 Carlen Gardner 1

Resultados da 2ª etapa do AMA Supercross 2017 – San Diego

Boas corridas marcaram a segunda etapa do AMA Supercross na noite deste sábado, 14, no Petco Park Stadium, em San Diego, Califórnia.

Quem se manteve acordado na madrugada viu mais disputas do que no sábado de abertura, há uma semana, em Anaheim. Desde as baterias classificatórias, pudemos assistir algumas batalhas entre Mellross X Hansen, Tomac X Anderson, Musquin X Reed, entre outras menos quentes.

A pista também se mostrou mais atraente, com mais velocidade, saltos maiores e uma seção de costelas mais desafiadora.

Roczen chegou a sua segunda vitória neste ano na 450. Desta vez foi mais difícil já que ele teve que segurar o ímpeto de Ryan Dungey, que mais uma vez terminou no segundo lugar do pódio. E, assim como em A1, Marvin Musquin acompanhou os dois principais candidatos ao título.

– A pista estava difícil, mas me diverti bastante – resumiu Roczen no final.

Shane McElrath viveu mais uma grande noite e faturou sua segunda vitória na temporada depois de fazer boas ultrapassagens. Assim, manteve a liderança da categoria, agora com 8 pontos sobre Aaron Plessinger, vice-líder e terceiro colocado neste sábado.

– Na semana passada muitos falaram em sorte. Hoje foi muito difícil, a pista está exigente, e é surreal ganhar duas corridas seguidas. Agradeço a todos os patrocinadores, ao Tyla Rattray (ex-piloto e treinador) – disse McElrath.

Justin Hill conquistou a segunda posição na final da 250 e agora está empatado com Martin Davalos na terceira colocação da tabela com 38 pontos contra 50 do líder.

3ª etapa

A próxima das 16 rodadas será novamente em Anaheim, no Angel Stadium, mesmo local da abertura do campeonato. O evento será no sábado, 21, com os mesmos horários (Treinos a partir das 18h50 e corridas à 1h da madrugada).

Resultados das finais

450 / Grande disputa entre Roczen e Dungey

Dungey largou na frente seguido de Roczen. Na primeira volta já teve chega pra lá do alemão, mas a vantagem seguiu com o atual campeão.

Com 8min de corrida, Roczen fez o ataque e ultrapassou Dungey pela liderança. Dungey se manteve próximo, e partiu pra cima quando faltavam 5min para o fim.

Roczen era um pouco mais veloz nas costelas, mas Dungey encostava no alemão a cada volta. Ambos deram volta até em Justin Bogle, que era o décimo.

Na última volta, Dungey colocou do lado, mas acabou errando uma seção e deixou Roczn escapar.

Mais atrás, Musquin, Seely, Millsaps, Tomac, Anderson iniciavam uma bela disputa. Millsaps foi perdendo espaço enquanto Musquin se isolou em terceiro. Seely, Tomac e Anderson, por outro lado, brigaram feio pela quarta posição.

Grandes batalhas na 250

Jimmy Decotis largou na frente, mas a coisa começou quente com Shane McElrath e Austin Forkner batendo guidão pela quarta posição. Melhor para McElrath que conseguiu se desvencilhar do estreante e abrir vantagem.

Justin Hill, vencedor da Heat 2, largou mal, assim como Aaron Plessinger, e precisou fazer corrida de recuperação.

Restando 8min para o fim, Martin Davalos encostou em Decotis e ameaçou a liderança por alguns metros, mas acabou errando, deixando McElrath se aproximar. E os dois cresceram juntos pra cima de Decotis.

No fim, ambos passaram Decotis, com Davalos assumindo a liderança. Mas, nas últimas duas voltas, Davalos foi ultrapassado por Elrath, Hill e Plessinger.

A corrida teve emoção até o fim, quando Justin Hill ainda pressionou McElrath pela vitória até a bandeirada.