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Vídeos Off-Road

Jason Anderson domina o AUS-X Open Supercross 2018. Resultados

Americano vence as três baterias da competição na Austrália

Fotos: AME Management e Divulgação


Jason Anderson


O atual campeão do AMA Supercross, Jason Anderson conquistou a vitória na edição 2018 do AUS-X Open na noite deste sábado (10) em Sydney, na Austrália. O americano dominou o evento faturando o primeiro lugar nas três baterias finais, enquanto o o compatriota Justin Brayton, com a quarta posição na prova, tornou-se tricampeão da categoria SX1 no Campeonato Australiano Supercross. Favorito da torcida, o australiano Chad Reed terminou a noite na quinta colocação.     

Na primeira final Anderson ultrapassou Brayton que acabou na segunda posição em seu melhor desempenho no evento seguido por Dean Wilson em terceiro. A segunda prova, teve uma boa disputa entre Wilson e Anderson até o americano escapar para mais uma vitória e o escocês perder a segunda posição para Dan Reardon.

A terceira e última bateria foi marcada por quedas e erros. Reed usou o atalho da pista pela segunda vez na noite, o que resultado em uma penalidade de cinco posições já que a manobra era permitida em apenas uma das baterias. Mesmo assumindo a liderança e recebendo a bandeirada em primeiro, Reed acabou oficialmente na sexta posição e Anderson declarado vencedor, seguido por Wilson e Reardon – os três pilotos que, na mesma ordem, subiram ao pódio geral. 


Chad Reed


A noite ainda contou com a bateria “International Showdown“, uma disputa entre os países, onde Reed liderou o pódio e a vitória australiana para deleite da torcida.
SX1 – Final 1
1. Jason Anderson (Husqvarna) 05:28.703
2. Justin Brayton (Honda) 05:32.427
3. Dean Wilson (Husqvarna) 05:36.067

SX1 – Final 2
1. Jason Anderson (Husqvarna) 05:30.162
2. Dan Reardon (Yamaha) 05:33.515
3. Dean Wilson (Husqvarna) 05:34.177

SX1 – Final 3
1. Jason Anderson (Husqvarna) 05:38.889
2. Dean Wilson (Husqvarna) 05:40.903
3. Dan Reardon (Yamaha) 05:47.947

SX1 Resultado Final (Soma das baterias)
1. Jason Anderson (Husqvarna) 75pts
2. Dean Wilson (Husqvarna) 62
3. Dan Reardon (Yamaha) 60
4. Justin Brayton (Honda) 53
5. Chad Reed (Suzuki) 47

Red Bull Straight Rhythm 2018 – Pomona – CA

De volta ao passado, evento se renovou e fez a melhor de cinco edições

Red Bull Straight Rhythm 2018


A quinta edição do Red Bull Straight Rhythm foi a melhor da competição que completa cinco anos, sempre em linha reta. A organização foi aprimorada e a ação no circuito de 800 metros fluiu prendendo a atenção durante as duas horas e meia do evento.

Mas o principal ponto onde a organização acertou a mão, mesmo, foi na definição das categorias, destinadas exclusivamente às motocicletas dois tempos. O evento nos faz imaginar – para muitos sacramenta a certeza – que o nosso esporte caminhou na direção errada ao penalizar esse tipo de motor no regulamento.


KTM 250SX de Ryan Dungey


Vamos aos principais destaques do evento.

As motos dois tempos, obviamente, foram a grande atração do evento e confirmaram a grande empatia com o público. Desde o som, passando pela dinâmica, que exige um trabalho maior e mais plástico dos pilotos. Um certo saudosismo pairava no ar, misturado ao aroma do premix.


Ryan Villopoto e Josh Grant


A Red Bull é a principal idealizadora e promotora do evento, mas não monopolizou a competição. Pelo contrário, a transmissão abriu espaço nas entrevistas para atletas patrocinados por concorrentes como Mike Brown (Rockstar) e Ryan Villopoto (Monster) que exibiram seus bonés e uniformes sem restrição. Por ser um evento extraoficial aberto apenas a convidados, a marca poderia muito bem fazer algo mais restrito, mas prevaleceu a intenção de um bom espetáculo.


AJ Catanzaro e Luke Renzland


Aproveitando o saudosismo dois pilotos competiram com motos “retrô”. AJ Catanzaro alinhou com uma Kawasaki KX 125 James Stewart Réplica e conquistou a medalha de prata na classe 125. Luke Renzland alinhou com um uniforme de Jeremy Mcgrath dos idos de 91/92, quando a equipe Pro Circuit virou Team Peak Antifreeze. Na falta de uma Honda 2 tempos mais moderna e competitiva, foi utilizada uma Yamaha YZ 125 replicando as cores do Team Peak. De se notar que a YZ 250 de Ryan Villopoto branca e vermelha também estava linda!

Os bons e velhos carburadores voltaram à cena e parece que muitos dos mecânicos das equipes profissionais já haviam se esquecido de como lidar com os giclês. O francês Christophe Pourcel exagerou na mistura fina de sua Husqvarna TC 250 durante os treinos. Com a queda de temperatura durante a noite o motor não aguentou nem a primeira bateria de 800 metros. Dizem que Ryan Dungey também teve dificuldade para acertar sua KTM, chegando inclusive a levar a moto ao quartel general da equipe para um ajuste mais preciso.


Ryan Dungey e Shane Mcelrath disputaram a grande final da categoria 250


Apesar do nome das categorias 125 e 250, a limitação de cilindrada não estava exatamente ligada a esses números. A “125″ ia até 150cc, enquanto a 250 era na verdade uma categoria livre. A equipe Troy Lee KTM correu supostamente com motores 310cc – o motor de Dungey tinha os 250cc originais. Johnny Jelderda competiu com uma TM 300, enquanto Tyler Bowers estava inscrito com uma monstruosa Kawasaki KX 500, mas não competiu em razão de uma fratura na mão sofrida na Monster Energy Cup. Tinha também uma Alta elétrica, que não passou da primeira fase.

Ausentes: entre as ausências sentidas estavam a de Ken Roczen – se preparando para seu casamento – e Ronnie Mac, que estava lá, mas não correu por uma lesão no tornozelo.


Ryan Dungey e Ryan Villopoto se enfrentaram na semi-final


A idade não impediu o veteraníssimo Mike Brown de acelerar aos 47 anos de idade. Infelizmente não avançou muito durante a noite. Com o 16º tempo na qualificatória, pegou Ryan Dungey (1º tempo) logo de cara. Apesar de ser o mais “idoso” na pista, Brown não competia pelo título de “aposentado mais rápido” do evento. Essa disputa se restringiu a Dungey, Villopoto e Pourcel. Os dois últimos recém entraram na casa dos 30, Dungey está com 28 anos. Brown continua na ativa como embaixador da Husqvarna participando de competições selecionadas de Enduro, EnduroCross e Motocross ao redor do Mundo.


As costelas antes da chegada


Não sei se foi a pista ou as dois tempos proporcionaram maior equilíbrio, mas o evento deste ano apresentou o maior índice de chegadas decididas “na foto” desde sua criação. A seção de costelas antes da bandeirada também decidiu algumas disputas.

A organização também reduziu o tempo entre as largadas das disputas e os intervalos reduzidos. A transmissão ao vivo foi bem dinâmica e, com as boas disputas na pista, as duas horas e meia de evento passaram rapidinho.

X Games Sydney: O veredito!

Com o ouro do Freestyle definido nos instantes finais, a estreia dos X Games em Sydney entregou ao público emoção, apesar da chuva e ausência de nomes imp.
 Jose Gaspar – Fotos: Matt Morning e Phil Ellsworth/ESPN

 


Tom Pagès conquistou ouro no Freestyle com rotina mais multidimensional dos X Games Sydney


No fim de semana passado (20 e 21 de outubro) os X Games desembarcaram pela primeira vez em Sydney, Austrália. E pela relevância do país no freestyle motocross, a expectativa para o evento era enorme. Por isso, decidi pontuar para os leitores do MotoX.com.br o que mais me chamou a atenção, combinado a uma breve análise do Freestyle, Best Trick e Best Whip. 

Para começar, é importante destacar que dias antes fortes chuvas atingiram a região do evento, o que atrapalhou a construção da pista e levou a um formato do Freestyle no qual a prova era composta por apenas seis saltos. Além disso, ausências como Levi Sherwood, Clinton Moore e Jackson Strong também diminuíram um pouco o brilho da prova. O lado positivo é que abriram espaço para nomes menos conhecidos do público. 


Sem qualquer aparato móvel na rampa, Rob Adelberg venceu o Best Trick com o Front Flip no Hands


A situação da chuva levou os competidores a concentrarem-se numa área do percurso. Para quem assistia, a impressão era que os pilotos passavam mais tempo deslocando-se no chão do que propriamente manobrando. Contudo, aparentemente, mesmo em condições ideais, o percurso não teria a fluidez já vista em edições passadas dos X Games. Conceitualmente, a pista lembrava a edição de Minneapolis. Isto é, variedade de rampas, porém, sem saltos em sequência ou seções de ritmo.

Mas a realidade é que o Freestyle foi bastante emocionante. Com Tom Pagès e Josh Sheehan conquistando respectivamente ouro e prata na última e penúltima voltas. O bronze ficou com Rob Adelberg. Na primeira volta Pagès caiu ao pousar um Double Flip no Hands. Abriu a segunda volta com manobra igual, e depois disparou manobras como Volt, Alley-oop 540, Bikeflip e 360º. Construiu assim a rotina mais multidimensional da prova.


Em meio a Bike Flip, Double Flip e Front Flip, o 360º Seat Grab manobrado por Josh Sheehan ganhou destaque


Porém, curiosamente, a manobra que mais me chamou a atenção foi o 360º Seat Grab de Josh Sheehan. Executado com maestria, visualmente impactante e dessa forma restrito ao repertório do australiano. Faço menções ao Front Flip de Adelberg e ao Double Flip de Taka Highashino. No caso do japonês, pela perspectiva esportiva. Considero importante Higashino revigorar seu repertório. Mesmo com execuções perfeitas e manobras desafiadoras, seu ritmo de inclusão de saltos representando grandes rupturas costuma ser mais lento comparado a outros ponteiros do circuito internacional.

No Best Trick, Rob Adelberg levou ouro com o Front Flip no Hands. A retirada das mãos foi relativamente rápida. Porém, considerando o desafio e desbravamento neste tipo de salto, o “simples movimento” jogou o desafio nas alturas. E por falar em alturas, a palavra reflete bem o dilema do julgamento do Best Trick: Tom Pagès, prata no Best Trick, manobrou o front flip numa rampa com angulação mais acentuada, que o projetou com maior amplitude. E no duelo deslocamento no ar versus inovação, o julgamento dos X Games manteve sua tradição, e pendeu para Adelberg.


Ouro no Best Whip, Jared McNeil impressionou pelas angulações e movimentação sobre a moto nas entortadas


Para fechar, o Best Whip. A manobra original mostra que permanece atraente, e revigorada. E confirmando as expectativas, Jared McNeil levou ouro. O australiano alcançou angulações e trajetórias impressionantes. Para quem admira estilo e boa pilotagem, deleite puro. Fiquei um pouco surpreso com a segunda posição: Corey Creed. O australiano executou bons Turndowns, mas ao fim da prova confesso que tinha as inclinações e os Turn Up (entortada para as duas direções) do americano Axell Hodges (3º colocado) mais vivos na mente.

O Best Whip tem julgamento avaliando a impressão geral de todos os saltos, o que coloca diversas variáveis sob análise. Para minha sorte, desta vez estava no papel de espectador, apenas admirando o espetáculo de manobras e pilotagem. Até a próxima.


A Austrália contou com enorme contingente de pilotos, entre os quais o pouco conhecido Corey Creed, prata no Best Whip

 

Motocross das Nações: Jorge Balbi deixa a comissão técnica brasileira

Jorge Balbi não acompanhará a Seleção Brasileira no Motocross das Nações 2018

Jorge Balbi


Quando foi anunciada a Seleção Brasileira para o Motocross das Nações 2018, uma das boas novidade do time deste ano foi que teríamos Jorge Balbi como chefe de equipe. A prática de recrutar ex-pilotos de renome como conselheiros dos atuais pilotos é recorrente nas principais equipes não só no Nações, como também nos principais campeonatos do globo como o Mundial ou AMA Motocross.

A lógica é simples: do lado de fora, alguém com grande experiência enxerga um horizonte mais amplo que os atuais competidores. As palavras certas nos momentos podem não apenas ajudar os pilotos a vencer determinadas dificuldades, como também -mais importante – evitar outras. Com toda a sua experiência internacional, Balbi teria muito a contribuir para o sucesso da nossa seleção.

Com surpresa tomamos conhecimento hoje que Jorge Balbi não integrará a comitiva que vai a RedBud, Michigan, para a disputa do evento nos dias 6 e 7 de outubro. Confira baixo suas palavras, reproduzidas de suas redes sociais:


Jorge Balbi no Nações 2011, na França


“Venho comunicar que não estarei acompanhando, o Team Brasil no MXDN 2018. Aceitei o convite da CBM, do Cacau e do Cezinha sendo o primeiro, chefe da delegação e organizador do time. Logo no início do meu trabalho, como coach/chefe de equipe, acredito termos conseguido uma imensa vitória! Muitas pessoas envolvidas no motociclismo, pressionaram e tentaram me fazer pender para um lado X ou Y na escolha. Porém pela primeira vez na história teremos um time 100% independente de um fabricante ou patrocinador, mas sim os pilotos que acreditei e acredito serem os melhores e mais capacitados para representar o Brasil.

Continuei a trabalhar, junto ao Cacau, buscando maneiras de viabilizar o time, apesar dessa não ser uma tarefa minha. Procuramos divulgar ao máximo, para que a indústria envolvida no MX pudesse apoiar financeiramente a seleção brasileira. O tempo passou e o apoio não aconteceu. Há duas semanas atrás, foram compradas as passagens da delegação, mas a minha não.

Procurei entender e descobri que a CBM não irá repassar ao organizador do time a taxa de pouco mais de 2mil Euros, concedida pela FIM, como ajuda de custo às equipes participantes. O Cacau alegou precisar dessa verba, para custear parte do investimento, incluindo minhas despesas. Cheguei a cogitar arcar com a minha viagem, mas devido a minha deficiência física, precisaria levar um acompanhante para me ajudar com as tarefas diárias.

Com o dólar a 4 reais, ficou impossível bancar 2 viagens. Conversando com os pilotos, descobri que eles estão pagando suas despesas, o que me deu a certeza de ter escolhido profissionais 100% comprometidos com o time!


Jorge Balbi


Agradeço o carinho e apoio dos fãs até aqui e tenho imensa confiança que o Brasil irá voltar às finais e vai integrar a elite do MX mundial. Poderia simplesmente não me pronunciar, mas creio que os fãs do MX e até mesmo aquela minoria que adora criticar os pilotos quando o resultado não é o esperado, entendam a real situação de ser piloto profissional no Brasil.

Meu objetivo não é apontar culpados, mas sim enaltecer esses jovens pilotos que estão se dedicando para nos representar. Grande abraço e toda sorte do mundo a esses garotos que têm meu apoio, respeito e minha torcida! Go Brasil!”

Piloto americano comenta transição das motos a combustão para elétrica

 Nate Adams

 


Segundo Adams, apesar do receio inicial, a transição para a Redshift foi “simples e suave”


Nate Adams é um dos maiores ícones do freestyle motocross. Piloto com inúmeras conquistas, e  que recentemente tomou decisão ousada: Tornou-se o primeiro freestyler a pilotar em tempo integral uma moto elétrica. A Redshift, fabricada pela startup californiana Alta Motors, moto que já recebeu bastante atenção por seus quesitos técnicos. Por isso, resolvi fazer algo diferente para o MotoX.com.br. Entender como é, na prática, a Redshift utilizada no FMX. E recorri a Nate Adams, piloto com o qual convivi durante algumas temporadas do X-Fighters, e quem nos descreve a transição, receios e benefícios práticos da moto elétrica.

Então, com vocês, Nate Adams!

+ Motocross Elétricas: Alta Motors reduz preços e lança modelo mais potente
+ A motocross elétrica mais rápida que você já viu

MotoX.com.br – Nate, hoje o público o enxerga como um embaixador da Alta Motors. Mas o que levou você a acreditar numa moto elétrica como viável para o FMX?

Nate Adams - Pilotei outras motos elétricas há alguns anos, e só de olhar sabia que não tinha como comparar com as motos a combustão. E depois de pilotar não fiquei muito impressionado. A resposta do acelerador era muito fraca, o chassi mal projetado e faltava potência. Mas quando vi a Redshift sabia que era uma moto de verdade. E depois de alguns minutos pilotando sabia que tinha tudo o que precisava para o FMX. Depois de 20 minutos já fazia meus primeiros saltos de FMX, manobras. E minha mente já procurava como fazer a transição para a Redshift.




De acordo com o piloto, resposta e entrega de potência constantes, independentemente da altitude, são dois benefícios práticos para a Redshift no FMX

MotoX – Então, é o futuro?

Adams - Realmente acredito que é o futuro. É uma das razões de querer pilotar essas motos. Não acredito que a transição será do dia para a noite, mas não vai levar muito tempo até essas motos estarem no primeiro escalão do motocross. A AMA vai precisar se ajustar para classificar a potência, criar os regulamentos etc. Isso leva tempo, mas não muito. Quero dizer, quem vai querer pagar uma nota num galão de gasolina se a Redshift tem mais torque e mais potência sem gastar combustível. Não faz sentido. Correr não é barato.

MotoX – Aliás, essa perspectiva de moldar o futuro renovou sua motivação para pilotar?

Adams - Sim, você acertou, a transição para a Redshift me inspirou novamente. Foi uma mudança grande, mas fácil e suave. A adaptação foi rápida, o que motivou ainda mais. Fiquei hesitante antes do meu primeiro dia pilotando, mas as preocupações sumiram assim que comecei a pilotar. 

Pilotei minha moto a combustão por anos. As coisas ficaram meio paradas… A rotina era (pausa)… rotina (risos). Quando comecei com a Redshift a moto despertou uma fagulha em mim. Não sei dizer de outra maneira, a não ser, “ganhei um brinquedo novo”. Pilotar ficou mais divertido, mais do que foi durante um tempo. Me peguei me divertindo mais, aproveitando a nova moto. É diferente porque é elétrico, mas é ágil e com o desempenho que uma moto deve ter. Estava pilotando do mesmo jeito que há duas décadas, mas passou a ser divertido outra vez.

MotoX – Você tem planos para fazer a transição definitiva para a Redshift em breve?

Adams - Não. Porque já fiz (muitos risos). Vendi minha 450, as únicas motos que tenho e piloto são as Redshift MX e a Redshift MXR. Quando assinei com a Alta, em setembro do ano passado, já tinha me comprometido com alguns eventos fora dos EUA. E a Alta não exporta para aqueles países. E o preço para enviar as motos era impraticável. Então, por causa desses compromissos, a Alta foi gentil em me deixar pilotar motos a combustão por mais um tempo. Assim que concluí essas competições passei a pilotar em tempo integral as motos da Alta. Nesse meio tempo em que pilotava as Redshift e voltava para as 450 percebi o quanto preferia a Redshift. É a mesma performance, com o bônus da menor manutenção. O que é importante, considerando que tenho duas empresas, sou marido e pai de dois garotos de dois anos e meio. Tempo é precioso (risos). E a necessidade de menos manutenção é crucial para quem é tão ocupado. 

MotoX – O quão diferente é pilotar uma Redshift comparado a uma “moto tradicional”?

Adams - Há diferenças, sem dúvida, mas como mencionei, a transição foi bem fácil. Nem sabia o que esperar antes do meu primeiro dia com a Redshift, estava preocupado. Mas depois de pouco tempo na moto já saltava grandes distâncias, fazia manobras,  “entortadas” e começava a “flipar”. Há uma diferença da sensação no ar comparado a uma moto a combustão, que tem peças do motor em movimento, gasolina chacoalhando, etc, enquanto a Redshift, não. Acho que há uma ligeira semelhança com uma mountain bike no ar. Mas como disse, nada muito significativo, e qualquer piloto vai se adaptar rapidamente. Tirando isso, a sensação é a mesma. Curvas, saltos e aceleração para os saltos, e mesmo nas rampas, é tudo igual.

MotoX – Há vantagens práticas na pilotagem?

Adams - O bônus do motor elétrico é que não importa onde esteja pilotando, ao nível do mar ou altitudes elevadas, a moto sempre tem a mesma entrega de potência e resposta do acelerador. Participar de competições de FMX em locais de grande altitude é estressante. Normalmente a altitude rouba potência da moto e a resposta rápida do acelerador. Isso muda a velocidade de aproximação, muda como a moto reage na saída do salto, e faz o piloto se esforçar mais fisicamente, o que torna tudo mais perigoso. E o FMX já é perigoso o bastante. 

Outra diferença é eu sempre mudava a relação das minhas 450. Aumentava em três dentes a coroa, para deixar a moto mais esperta. A relação das minhas Redshift são originais. A moto tem bastante força. E a entrega de potência é suave e constante. Então, não há razão para mudar a relação.


Nate Adams incluiu outro feito na carreira: tornou-se o primeiro a competir nos X Games pilotando uma moto elétrica


Moto X – E a falta do ronco do motor causou dificuldades?

Adams - Na verdade, não. Talvez essa seja a maior dúvida. Não sei por que, mas muitos acham que a moto não faz nenhum barulho (risos). Não é o caso. Diria que soa como um carro de controle remoto. Faz barulho, e uso esse barulho para julgar a distância dos saltos, como todas as motos que já pilotei. A única vez que fiquei preocupado foi durante os shows do Nitro Circus, quando fazíamos os “trens”. No meio de 15 motos 450 tinha um pouco de dificuldade para escutar a minha moto.

MotoX – E há vantagens práticas no menor barulho?

Adams - A questão do barulho ajuda bastante. A maioria dos lugares onde treino FMX são propriedades particulares. Normalmente de amigos. Vivemos no Sul da Califórnia, então não estamos exatamente isolados (risos). Portanto, barulho sempre é um problema quando há no seu quintal uma pista de FMX com dois ou três pilotos treinando todos os dias. Mas quando piloto, não escuto reclamações dos vizinhos. O que é uma grande coisa. Colocamos nosso dinheiro nessas pistas e propriedades. Caso fosse necessário desativá-las seria terrível.


Pela perspectiva financeira, dispensar a gasolina e o menor volume de manutenções tornam a Redshift atrativa apesar do maior investimento inicial


MotoX – Nate, você sabe, muitos pilotos são resistentes às motos elétricas. O que diz a eles?

Adams - Digo, “pilote uma”. Confiante que se pilotarem estaremos na mesma página. Entendo a hesitação, porque é diferente, e estão confortáveis na situação atual. Eles têm os esquemas deles, e funciona, não querem mudar. Atletas profissionais são muito reticentes quanto a algo ainda não comprovado. Também tive esses mesmos sentimentos, mas decidi tentar, e estou muito feliz. Tenho certeza que eles também estarão quando montarem na moto e acelerarem. 

MotoX – Você competiu no Best Whip dos X Games com a Redshift, como foi a experiência?

Adams - Foi muito divertido, sei que muita gente tinha fé em mim nos X Games. Além disso, todos falavam sobre mim, sobre a moto, faziam perguntas. Não apenas os fãs, digo meus companheiros pilotos. A pista era bem apertada, não havia muito espaço para aceleração saindo das curvas. E a Redshift foi incrível. Chamou muita atenção. Fiquei feliz em ser o primeiro a competir com uma moto elétrica nos X Games. Ainda mais com uma empresa como a Alta. Eles estão fazendo a coisa certa, construindo um grande produto. 

MotoX – Para fechar, o que vem em breve?

Adams - O que vem em breve… Muitos shows ao longo do verão. E o outono e o inverno será o mesmo. Para resumir: pilotar, pilotar, pilotar (risos). Será um ano cheio, com certeza, estou ansioso (Nate finaliza imitando o zumbido elétrico da Redshift).

Após três anos, Chad Reed retorna ao AMA Motocross com Suzuki

Australiano corre a final do campeonato 2018 com a JGRMX Yoshimura Suzuki


Desde junho de 2015 Chad Reed não alinhava no Lucas Oil AMA Motocross. Entretanto o australiano continua ativo durante “meia temporada”, competindo no Supercross. A oportunidade de Reed correr a final veio depois de testar com o time oficial Suzuki na semana passada.


Chad Reed


Com dois de seus pilotos 450 fora de ação – Justin Bogle operou um nervo no braço e Weston Peick passou por reparos num tendão da mão – e ainda Justin Hill (joelho) em dúvida para a final, o time convidou Reed para correr neste fim de semana. Ele volta a competir com a marca com a qual foi campeão em 2009. Durante a temporada do Supercross 2018, Reed competiu com um esquema próprio, pilotando motos Husqvarna.

“A oportunidade surgiu na semana passada para eu testar a Autotrader / Yoshimura Suzuki RM-Z450″, disse Reed em um comunicado. “Senti-me imediatamente confortável com a moto e a equipe, embora não tenha planejado estar em ‘forma de corrida’ antes de seis semanas, é uma oportunidade para fazer o que mais gosto, que é competir. Não corro um Nacional há três anos, mas sinto o  entusiasmo e nervosismo por voltar. Estou feliz por ajudar o time e patrocinadores, enquanto alguns de seus pilotos estão de molho. Me sinto como um garoto novamente ao andar por uma equipe de fábrica. Espero ver muitos fãs do 22 este fim de semana!”

Na classe 250 correm pela JGRMX Autotrader Yoshimura Suzuki o brasileiro Enzo Lopes e o norte-americano Jimmy Decotis.

Resultados e vídeos do AMA Supercross em San Diego, 6ª etapa de 2018

Jason Anderson conquista terceira vitória da temporada e dispara na liderança do campeonato




Jason Anderson


Uma noite movimentada em San Diego e, possivelmente, decisiva no campeonato. Jason Anderson conquistou sua terceira vitória na temporada após largar na quarta posição. Um acidente na largada derrubou Ken Roczen e tirou Eli Tomac da final. Mas um acidente duas voltas depois foi ainda pior para o alemão, que colidiu com Cooper Webb e deixou a pista com a mão direita fraturada. Exames posteriores ainda vão dar uma ideia exata da situação, mas, a princípio, Roczen está fora do campeonato.


P. # 450 Moto Voltas M.Volta na V. Última Volta Dif. Líder Gap Status
1 21 J. Anderson Husqvarna FC450 24 51.700 7 54.596 –.— –.— Active
2 25 M. Musquin KTM 450 SX-F Fac 24 51.704 12 54.121 3.944 3.944 Active
3 4 B. Baggett KTM 450 SX-F Fac 24 51.587 13 54.343 10.170 6.226 Active
4 14 C. Seely Honda CRF 450 24 51.444 5 54.194 12.920 2.750 Active
5 20 B. Tickle KTM 450 SX-F Fac 24 52.749 12 54.904 25.528 12.607 Active
6 10 J. Brayton Honda CRF 450 24 52.566 10 55.570 29.009 3.481 Active
7 34 W. Peick Suzuki RM-Z450 24 52.474 7 57.424 37.594 8.585 Active
8 51 J. Barcia Yamaha YZ450F 24 51.730 7 56.020 51.922 14.328 Active
9 15 D. Wilson Husqvarna FC450 24 52.984 5 56.709 53.100 1.177 Active
10 55 V. Friese Honda CRF 450 23 53.542 6 57.026 1 lap 1 lap Active
11 33 J. Grant Kawasaki KX 450F 23 52.617 2 55.847 7.471 7.471 Active
12 60 B. Bloss KTM 450 SX-F Fac 23 54.196 6 55.241 8.523 1.051 Active
13 22 C. Reed Husqvarna FC450 23 53.318 6 58.024 12.892 4.368 Active
14 69 T. Bowers Kawasaki KX 450F 23 54.657 4 58.195 26.383 13.491 Active
15 907 B. Lamay Honda CRF 450 23 54.928 4 1:00.131 48.967 22.584 Active
16 722 A. Enticknap Honda CRF 450 22 55.682 3 58.605 2 laps 1 lap Active
17 27 M. Stewart Suzuki RM-Z450 22 53.237 4 1:05.044 44.661 44.661 Active
18 39 K. Cunningham Suzuki RM-Z450 22 53.889 4 1:03.603 50.804 6.143 Active
19 2 C. Webb Yamaha YZ450F 17 52.278 2 58.364 7 laps 5 laps Active
20 90 D. Tedder KTM 450 SX-F Fac 14 55.512 4 1:01.541 10 laps 3 laps OUT
21 94 K. Roczen Honda CRF 450 2 53.751 2 53.751 22 laps 12 laps OUT
22 3 E. Tomac Kawasaki KX 450F 0 00.000 0 00.000 24 laps 2 laps OUT


250 – Justin Hill conquista a vitória

O atual campeão reencontrou a vitória depois de um início de campeonato bem abaixo das expectativas. Aaron Plessinger não teve uma de suas melhores noites com a sétima posição, mas perdeu apenas três pontos em relação a Joey Savatgy, quarto colocado na prova.

Jean Ramos abandonou na nona volta. Mais detalhes sobre a etapa em breve.

Enduro de Le Touquet: mais de 1.200 pilotos acelerando na praia.

Cerca de 1.200 competidores disputaram Enduropale Le Touquet 2018


Com a participação de 1.200 competidores, o 43º Enduropale Le Touquet reforçou ainda mais o evento francês como a mais espetacular corrida de praia do motociclismo mundial.


Milko Potisek


Depois de oito tentativas, Milko Potisek (Yamaha) finalmente ganhou a competição. O francês de 28 anos rapidamente assumiu o controle da prova sendo ameaçado apenas por Richard Fura (Honda), que depois acabou ficando pelo caminho, e o britânico Nathan Watson (KTM) que seguiu até o final e acabou com a segunda colocação após mais de três horas de disputa. Camille Chapelière (KTM) completou o pódio. Yamaha e KTM dividiram as 10 primeiras posições.


Nathan Watson


Pelo Campeonato Francês de Corridas de Praia/Areia, o jovem belga Axel Van De Sande (Kawasaki), de 24 anos, conquistou o título de campeão 2017-18, mesmo com uma penalização no Le Touquet que o fez terminar na 23ª colocação.


Um dos inevitáveis choques em uma prova com tantos pilotos


“Não foi uma corrida fácil para mim. Depois de um começo ruim, eu estava fora dos vinte e cinco primeiros na curva um. Após a primeira hora, encontrei um bom ritmo e subi para sexto, mas depois da segunda parada nos boxes eu bati com retardatários e perdi muito tempo. Terminei no top 10, mas tive que empurrar a moto nos últimos metros e me deram uma penalidade. Esse não é o resultado que esperava, mas o mais importante foi conquistar o título”, disse o piloto da Kawasaki.


Axel Van 

Resultados da 3ª etapa do AMA SX 2018 – Anaheim 2

Não foi a melhor noite de Bam Bam

 

Confira abaixo os resultados da 3ª etapa do AMA SX 2018, que aconteceu em Anaheim, neste sábado, 20

Esta foi a primeira etapa com sistema de Tríplice Coroa, o que consiste em três baterias e o resultado final da etapa sai após soma dos resultados das três corridas.

Eli Tomac voltou de lesão e chegou faturando a pontuação máxima da etapa após fazer 5-1-2 nas baterias.

Cole Seely esteve muito próximo de vencer a etapa após ganhar a primeira bateria e terminar em segundo na segunda prova. Mas, na terceira, acabou sofrendo com uma largada ruim e foi apenas o sétimo. Jason Anderson completou o pódio com 7-3-1 na corridas.

Na 250, Joey Savatgy dominou a noite com 1-2-1 nas baterias. Shane McElrath e Christian Craig completaram o pódio.

Jean Ramos classificou direto às finais após os treinos. Nas corridas, fez 16-16-14 e terminou a rodada com a 15ª colocação.

250 – resultado da etapa

450 – resultado da etapa