Plmx Park

Motocross, Velocross, Oficina e Bar.
Aberto de segunda a sábado, das 9h as 18h

Vídeos Off-Road

Willian Guimarães é campeão brasileiro 2017 na MX3

Willian Guimarães – Foto: Tiago Lopes / CBM

 

O paranaense Willian Guimarães conquistou o título do Brasileiro de Motocross 2017 na categoria MX3 neste sábado, 4, durante o primeiro dia de disputa da 5ª etapa do Brasileiro de Motocross.

O dia amanheceu com chuva em Tupaciguara, Minas Gerais, mas na parte da tarde o sol saiu e o público compareceu.

A conquista de Willian Guimarães aconteceu com uma etapa de antecedência. O piloto venceu todas as provas até aqui e somou 125 pontos, abrindo 45 de vantagem sobre o segundo colocado, Fábio Festi, e não pode ser alcançado na rodada final.

– Estou muito feliz com o resultado. É o meu primeiro título nacional. Trabalhei muito para isso. Ano passado fiquei com o vice-campeonato e agora eu conquistei o título. Estou muito contente – conta o campeão da MX3.

Neste domingo, 5, acontecem as provas das categorias MX1 e MX2. As provas das classes Júnior, MX4 e MX5 foram adiadas por causa da chuva.

 

Resultado da MX3

 

Brasileiro de MX em Morrinhos – GO

Líderes mantêm invecibilidade na MX3 e 50cc. Disputa segue aberta na Nacional 230

 


Visão aérea da pista de Morrinhos


A quarta etapa do Brasileiro de Motocross, promovida em conjunto com a sexta rodada do Campeonato Goiano, começou sob forte calor neste sábado em Morrinhos (GO). Pela competição nacional foram realizadas as corridas das categorias MX3, Nacional 230cc e 50cc, além dos treinos cronometrados de mais sete classes – incluíndo as principais MX1 e MX2 – para a definição dos gates de largada de domingo. 


      


Largada da categoria MX3


Pela MX3, depois de marcar a melhor volta nos treinos cronometrados, Vinícius Queiroz começou bem a corrida largando na frente, mas pouco depois foi ultrapassado pelo líder do campeonato, Willian Guimarães. Na ponta, o piloto da Pro Tork ditou o ritmo e abriu vantagem sobre o pelotão. Jhonatan Batista, um dos destaques da categoria e que até então ocupava o segundo lugar no campeonato, sofreu uma lesão no pé durantes os treinos e não correu na prova.

A disputa pelo segundo lugar passou a ser a principal atração da corrida e esquentou com Fábio Festi pressionando Viní Queiroz até conseguir a ultrapassagem. Mas o paulista não se deu por vencido, a batalha continuou e algumas voltas depois ele deu o troco no sul-mato-grossense retomando a vice-liderança. No entanto, ambos acabaram abrindo espaço aos concorrentes: uma queda fez Vini perder posições, já Festi não conseguiu manter o mesmo ritmo e também despencou na classificação.


Willian Guimarães


Os locais Wolney Ferreira e Claudner Rocha então passaram a brigar pelo segundo lugar. A disputa seguiu até a última volta quando, em uma dividida, Claudner levou a pior e foi ao chão perdendo mais cinco posições até conseguir retornar. Wolney cruzou a bandeirada em segundo, Vini ainda conseguiu o terceiro lugar, Eduardo Lavi foi o quarto e Erivelto Nicoladelli o quinto. 


Pódio MX3


Na frente, Willian Guimarães conquistou a quarta vitória com larga vantagem e ficou ainda mais próximo do troféu de campeão. “Eu mudei minha estratégia nesta prova, mudamos algumas coisas na moto. Fiz uma boa largada, sai atrás do Vini, mas na segunda volta consegui assumir a ponta. O sol estava forte, foi bem puxado. Consegui abrir um pouco, e depois dei uma segurada. Gostei do resultado”, avaliou o invicto líder da temporada.
  


Caio Lopes


A Nacional 230, que não competiu na etapa de Extrema (MG), teve sua terceira etapa da temporada. E Caio Lopes dominou desde a largada, liderando de ponta a ponta. Ismael Rojas partiu e Gabriel Montagner, que chegaram empatados na liderança da classificação, partiram em segundo e terceiro, com Tallys Nathan em quarto e Nicolas Oliveira em quinto.  

Rojas não conseguiu suportar a pressão e foi perdendo posições. A disputa pelo segundo lugar acabou entre Montagner e Nathan com várias trocas de posição. Em um determinado momento o paulista até conseguiu abrir alguma vantagem, mas nos momentos finais o pernambucano voltou a encostar. Os dois terminaram próximos, mas a vantagem foi mesmo de Montagner que assumiu a liderança isolada do campeonato, um ponto na frente do rival. A quarta posição ficou com Nicolas Oliveira e a quinta com José Dutra.  


Pódio Nacional 230


Com duas vitórias na competição, Caio Lopes volta a briga pelo título em quarto na classificação, atrás de Ismael Rojas. “Na primeira etapa eu estava liderando a prova e minha moto quebrou. Na segunda recuperei bem, fiquei em primeiro, e agora de novo. Se não tivesse tido este imprevisto seria tudo perfeito. Sei que estou longe dos primeiros agora, mas no Motocross nada é impossível”, disse o paulista.

Resultados do AMA Motocross 2017 – Budds Creek – 11ª etapa

Zach Osborne confirma o título com uma etapa de antecipação

 


Zach Osborne pode faturar o título 250 hoje


250 2ª Bateria

Zach Osborne é o novo campeão do AMA Motocross 250. O piloto da Husqvarna venceu a segunda bateria em Budds Creek e abriu 64 pontos sobre Jeremy Martin. Adam Cianciarulo (1-2) ficou com a vitória da etapa, sua primeira como profissional.

Joey Savatgy piorou a situação do pé machucado em Unadilla durante as tomadas de tempo e não correu as baterias de hoje.

Depois de abandonar a primeira bateria Gustavo Pessoa fez mais uma grande corrida no AMA e faturou 4 pontos com a 17ª colocação.

Adam Cianciarulo liderou toda a primeira bateria até a bandeirada, com 6 segundos de vantagem sobre Jeremy Martin. Zach Osborne teve um começo de prova difícil e completou a primeira volta apenas em 26º. Recuperou-se até oitavo, mas perdeu 9 pontos em relação a Martin. A diferença está em 54 pontos e precisa ficar acima dos 50 para garantir o título ainda hoje.


Gustavo Pessoa andou boa parte da prova entre os 15 primeiros, mas abandonou a 7 voltas do fim.

Pódio
1. Adam Cianciarulo, 47 pontos
2. Zach Osborne, 38
3. Shane McElrath, 38

Classificação Geral
1. Zach Osborne, 451
2. Jeremy Martin, 387
3. Adam Cianciarulo, 330


450 2ª Bateria

Eli Tomac voltou a vencer na segunda bateria da penúltima etapa e garante uma situação mais tranquila para a final do campeonato. Justin Bogle liderou o início e a primeira posição ainda passou pelas mãos de Blake Baggett antes de Tomac assumir o comando na sétima volta. Musquin começou a corrida em oitavo e recuperou até a quarta posição, mas perdeu contato com o pelotão da frente.

Marvin Musquin recuperou mais 7 pontos em relação a Eli Tomac. Justin Bogle venceu a primeira bateria depois de tomar a liderança de Martin Dávalos 

1. Justin Bogle, 45 pontos
2. Marvin Musquin, 40
3. Eli Tomac, 39

Classificação Geral
1. Eli Tomac, 439
2. Blake Baggett, 411
3. Marvin Musquin, 40

Marvin Musquin conquista a terceira dupla vitória consecutiva. Jeremy Martin fatura classe 250

AMA Motocross 2017: resultados e situação do campeonato após Unadil


Temporal encurtou provas em Unadilla


A primeira bateria da classe 250 foi a única que escapou da chuva. Um temporal com ventos fortes interrompeu a primeira bateria da 450 com 25 minutos. Após algum atraso, as corridas finais de cada classe foram disputadas, ainda sob chuva, com tempo reduzido para 20 minutos mais duas voltas.

O francês Marvin Musquin vem desenhando um ótimo final de campeonato, com a sexta vitória consecutiva em baterias. Hoje ele tirou 23 pontos em relação a Eli Tomac, nono colocado geral. Na tabela, Musquin encostou em Blake Baggett (4 pontos) pela segunda posição e fica a 31 pontos de Tomac faltando duas etapas para a conclusão do campeonato.


Na classe 250 Jeremy Martin (2-1) ficou com a vitória da etapa sobre Joey Savatgy (1-4) e Zach Osborne (3-5). Apesar de perder 11 pontos em relação à Martin, Osborne ainda sustenta a confortável vantagem de 63 pontos. O brasileiro Gustavo Pessoa não classificou para as provas principais com o 48º tempo nos treinos classificatórios.
Resultados


Pódio 450
1. Marvin Musquin, 50
2. Martin Dávalos, 35
3. Cole Seely


Pódio 250
1. Jeremy Martin, 47 Pontos
2. Joey Savatgy, 43
3. Zach Osborne, 36

CRF 250 2018 all new

Apresentação Honda CRF250R 2018
Modelo completamente novo teve seus detalhes revelados hoje

 


Honda CRF250R 2018


A Honda divulgou nesta segunda-feira, 31 de julho, detalhes da sua nova Honda CRF250R 2018. O modelo da classe MX2 foi completamente reformulado compartilhando quadro e suspensões com a irmã 450. O motor é completamente novo, com duplo comando no cabeçote em vez do comando único com braços – sistema Uni-Cam – usado até a versão 2017. A motocicleta ganha também partida elétrica.


Honda CRF250R 2018


Motor

As extensivas mudanças no motor, já usadas pela equipe da fábrica no Japonês de Motocross, trouxeram um ganho de potência da ordem de 9% e maior usabilidade em altas rotações. Segundo a marca, com o novo motor as arrancadas de 0 a 30 metros ficaram 3,6% mais rápidas.


Honda CRF250R 2018 – Novo motor com duplo escapamento
Motor Honda CRF250R 2018

Motor Honda CRF250R 2018

Motor Honda CRF250R 2018

A taxa de compressão subiu para 13,9:1 (ante 13,8:1) e os gráficos mostram ganho de potência numa faixa superior a 2000rpm. O corte de alimentação ocorre também 900rpm acima. O ponto central para o ganho de força é o maior fluxo da mistura de combustível na nova configuração de motor. As novas medidas do motor também contribuíram. O diâmetro subiu de 76.8 para 79mm enquanto o curso foi reduzido de 53.8 para 50.9. Isto significa que o crescimento das rotações também é mais rápido. O diâmetro maior do cilindro permite o uso de válvulas (de titânio) maiores: 33mm na admissão (30.5mm na 2017) e 26mm na exautão (25mm na 2017).

A abertura de válvulas também cresceu para 10.5mm (de 9.2mm) na admissão e 9.5mm (de 8.4mm) no escape. O ângulo das válvulas também é mais compacto baixando de 21.5º para 20.5º. As árvores de comando recebem o tratamento DLC (Diamond Like Carbon) uma fina camada que favorece a resistência e durabilidade do material. O corpo do acelerador de 46mm foi reposicionado e o duto de admissão recebe o fluxo de forma simétrica.  


Motor Honda CRF250R 2018

Pistão Honda CRF250R 2018

Motor Honda CRF250R 2018


Chama a atenção a saída dupla de escape. A CRF250R agora possui dois canos (e a respectiva ponteira) completamente independentes, não mais apenas um cano que se divide em duas ponteiras. Um detalhe curioso, mas que não foi comentado na descrição técnica, é o fato de apenas o cano do lado direito possuir a câmara de expansão.

Novo também é o formato Bridged Box do pistão, com perfil que une a saia à caixa do pino, promovendo maior rigidez. Apesar do aumento em seu diâmetro, a massa do pistão permanece a mesma. O virabrequim também tem um novo desenho e é 350g mais leve enquanto mantém a mesma massa inercial. Para tornar o motor o mais compacto possível, a distância entre o eixo virabrequim e do balanceador foi reduzida em 0,5 mm e 1 mm até as engrenagens primárias. A corrente de comando está agora à direita, para encurtar a distância entre o eixo e o gerador de corrente alternada (ACG).


Novo subquadro e caixa do filtro de ar – Honda CRF250R 2018

A CRF250R elimina o pedal de partida. O novo lay-out do virabrequim permitiu a instalação de um motor de arranque localizado bem próximo ao centro de gravidade da motocicleta. O peso do motor com o novo acessório subiu ao redor de 1kg. Uma bateria de íon-lítio provê o armazenamento de energia para a partida.

Outra novidade do motor é que o óleo volta a ser compartilhado com a embreagem e o câmbio. O volume total de lubrificante foi reduzido de 1,6 para 1,250 litro. O caminho do bombeamento do óleo para o comando de válvulas foi simplificado e encurtado. As mangueiras do circuito de refrigeração também são novas e tiveram a espessura da parede reduzidas de 4mm para 3mm.


Bateria de Íon-Lítio – Honda CRF250R 2018


A embreagem permanece exatamente com as mesma dimensões, mas a campana teve seu desenho revisado e as flanges utilizam um novo material. Novo também é o acionador que teve o desenho simplificado. O câmbio de cinco marchas é construído com um novo aço de alta resistência e ficou 200g mais leve. As relações de 1ª e 2ª marchas foram levemente encurtadas enquanto na relação final a coroa baixou de 49 para 48 dentes.

Do lado esquerdo do guidão, o botão do Engine Stop e do seletor de mapas foram agrupados num único suporte. São três os modos disponíveis: padrão, suave e agressivo. Uma pequena luz indica o modo selecionado. Do lado direito fica o botão de partida. O comando do acelerador também é novo, assim como o cabo, que incorpora o deslizador que anteriormente ficava no comando.

Chassis


Honda CRF250R 2018

Honda CRF250R 2018

Honda CRF250R 2018

Honda CRF250R 2018

A CRF 250R 2018 incorpora mesmo quadro e suspensões da atual CRF450R. O quadro é 340g mais leve que o anterior e o conjunto muda algumas medidas importantes. O entre-eixos foi encurtado em 3mm. A distância entre o pivô do braço oscilante (220g mais leve) e o eixo traseiro foi reduzida em 15mm. O centro de gravidade baixou 1.4mm.

O subquadro traseiro agora é produzido em alumínio extrudado, não mais forjado, e ficou 20% mais leve. A altura do assento ficou 6mm maior, a nova configuração aumentou também o espaço livre do solo em 5mm. Apesar de todas as novidades para economizar na balança, o peso total da motocicleta subiu 2,5kg, a óbvia vilã foi a adição da partida elétrica.


Balança traseira mais curta – Honda CRF250R 2018


Na suspensão dianteira a Honda abandonou a Showa SFF-TAC com molas a ar e voltou às boas e velhas conhecidas molas helicoidais. O novo garfo Showa de 49mm não é uma evolução do antigo de 48mm, mas uma versão do kit fornecido às equipes do Campeonato Japonês. Na traseira o amortecedor Showa tem a montagem superior posicionada 39mm mais baixa. 
Opcional, o tanque de combustível de titânio, assim como na CRF450R, é 513g mais leve que a peça em plástico.


Tanque de combustível de titânio – Honda CRF250R 2018


Confira mais fotos da nova motocicleta.


Honda CRF250R 2018

 


Honda CRF250R 2018

 


Honda CRF250R 2018

 


Honda CRF250R 2018

 


Honda CRF250R 2018

 


Honda CRF250R 2018

 

Marvin Musquin e Joey Savatgy vencem

2017 Spring Creek – MN – 8ª etapa
Publicado em: 24/07/2017

 

Marvin Musquin e Joey Savatgy vencem em dia de problemas para os líderes do campeonato



Com a pista mais difícil que de costume, Marvin Musquin sobrou nas corridas


A caravana do motocross norte-americano subiu à região norte central do país para a disputa da oitava etapa, após uma semana de intervalo. Não foi um dia dos melhores para os líderes do campeonato. Tanto Eli Tomac como Zach Osborne enfrentaram problemas. Entretanto também não foi dos piores, já que ambos conseguiram conter os prejuízos e manter intacta a posição na tabela. Tomac conseguiu até abrir um pontinho.

Corridas

A semana de descanso foi boa para Marvin Musquin. O francês aproveitou para recuperar o joelho e mostrou um desempenho no circuito Spring Creek de quem está plenamente recuperado, embora, naturalmente, algum incômodo ainda persista.


Dean Wilson fez seu melhor resultado na 450


Na primeira bateria Musquin disparou na liderança e já tinha mais de 20 segundos de vantagem na sexta volta! A partir daí foi só administrar. A segunda corrida não foi tão fácil para o único piloto restante na Red Bull Factory KTM USA. Depois de ultrapassar Justin Bogle pela liderança na terceira volta, a presença próxima de Blake Baggett o manteve alerta por bastante tempo. Após a metade da bateria é que Musquin conseguiu se distanciar e administrar a liderança. Foi sua segunda vitória geral na categoria 450, primeira onde venceu as duas baterias.

“Fui o mais rápido nos treinos e a pista estava bem macia. Estava bem solta e a chuva deixou a pista com muitos trilhos e bem técnica. Mas isso é bom para mim, gosto deste tipo de pista”, comentou o francês que ocupa a terceira posição na classificação geral a 60 pontos do líder.

Dean Wilson também deve ter gostado muito da pista, pois conquistou seu melhor resultado na 450 com a segunda posição geral via 3-3 nas baterias. “Estava calor e a pista muito difícil e desafiadora. Sabia que o preparo físico faria a diferença. Não sabia que eu era o segundo geral até a bandeirada, o que me deixou ainda mais feliz, Estou muito contente e animado, mas ainda temos muitas corridas pela frente.”


A dia difícil não abalou a liderança no campeonato de Eli Tomac


Eli Tomac largou fora dos dez primeiros na primeira bateria, mas avançou rapidamente até a segunda posição, conquistada na sétima volta. A esse ponto Musquin já estava mais de 20 segundos a frente e não faria sentido nenhum arriscar para tentar alcançá-lo. Na segunda bateria Tomac sofreu uma forte queda no início, e depois outra. A corrida poderia ter sido desastrosa, mas o piloto da Kawasaki ainda fez uma boa recuperação para completar em quinto. A soma dos resultados lhe deu o terceiro lugar na etapa.

“Quando caí na segunda bateria só pensei em voltar o mais rápido possível para minha moto. Por sorte aconteceu na primeira volta, o que me deu chances de me recuperar no pelotão. Tive uma segunda queda quando toquei o pneu traseiro de outro piloto. Fui capaz de chegar em quinto, o que foi bem melhor do que esperava. A pista estava difícil hoje, era complicado conseguir fluir com o solo tão macio.”


Pódio 450


Notas

- Belo holeshot do piloto local Henry Miller na segunda bateria. Infelizmente sua fama durou poucos segundos. Alguns metros depois Miller perdeu o equilíbrio e sofreu uma queda espetacular. Por sorte não foi atropelado por ninguém. Ainda conseguiu completar em 14º, que somado ao nono na primeira bateria lhe deu a 12ª posição na etapa.

- Com a mão machucada, Jason Anderson até tentou correr, mas após uma péssima largada na primeira bateria, desistiu da corrida após duas voltas. Com dores, nem alinhou para a segunda prova.

250 – Joey Savatgy conquista segunda vitória na temporada


Joey Savatgy


A chuva antes das provas e a preparação para salvar a pista alteraram bastante a realidade no playground dos irmãos Martin, eliminando um pouco a vantagem de, literalmente, correr em casa. Entretanto o mais jovem Alex não se saiu mal, faturando a segunda posição geral via 2-4 nas baterias.


Alex Martin

Jeremy (4-5) foi o quarto colocado e protagonizou um episódio polêmico ao perder o controle numa subida e sair da pista. Retornou já na descida, voltando na mesma posição após esperar pelos adversários. A manobra eliminou os prejuízos pelo erro, mas não houve nenhuma punição ao piloto, que ocupa o terceiro posto no campeonato.

A vitória da etapa ficou com Joey Savatgy, que liderou a primeira bateria de ponta a ponta. Com o segundo lugar na segunda bateria, conquistou a segunda vitória numa temporada de altos e baixos. “Me senti muito bem hoje. É fácil dizer isso quando se vence, mas não me sentia tão forte assim há um bom tempo. Testei com a equipe na Flórida durante o intervalo no campeonato e, ao que parece, valeu a pena. Estava muito quente e úmido hoje, quase como outro dia de treinos na Flórida.”

Problemas de motor prejudicaram Zach Osborne na primeira bateria. De alguma forma, mesmo com a moto deixando um rastro de fumaça pelo circuito, Osborne completou a corrida na oitava posição. Com motor novo, retornou na segunda bateria para vencer, após superar Savatgy na décima de 15 voltas.


Zach Osborne


“Ao final das contas tivemos um bom dia. Me senti muito bem já nos treinos e classifiquei em segundo. Tivemos um problema na primeira bateria, mas me redimi na segunda com a vitória (na bateria) e o pódio (na geral). Foi bom não perder muitos pontos e preservar a boa vantagem. Num dia difícil, perdemos apenas quatro pontos.”

Gustavo Pessoa premiado


Gustavo Pessoa marcou mais um ponto no campeonato


Gustavo Pessoa fez a sua última prova antes do retorno para a disputa da segunda etapa do Brasileiro de Motocross. Na primeira bateria foi 20º e marcou mais um dos seus 14 pontos no campeonato. Abandonou a segunda bateria com problemas elétricos na motocicleta, mas seu desempenho na complicada pista lhe rendeu o troféu de piloto privado na etapa, entregue por ninguém menos que Whoop Monster, figura folclórica que assombra os espectadores no tradicional circuito de Spring Creek.


Equipe brasileira recebe o prêmio de melhor piloto privado


O AMA Motocross continua no norte, mas segue para o oeste com a disputa da nona etapa no circuito de Washougal, Washington.

Resultados AMA Motocross 2017 7ª etapa

Resultados AMA Motocross 2017 Southwick


Eli Tomac vence terceira prova consecutiva na 450. Zach Osborne amplia vantagem na 250 


Eli Tomac

250 (Soma das Baterias)

1. Zach Osborne (2-1)
2. Dylan Ferrandis (1-2)
3. Alex Martin (3-3)
4. RJ Hampshire (5-4)
5. Jeremy Martin (4-6)
6. Joey Savatgy (7-5)
7. Mitchell Harrison (6-7)
8. Chase Sexton (9-8)
9. Colt Nichols (8-10)
10. Adam Cianciarulo (15-9)
11. Lorenzo Locurcio (12-12)
12. Shane McElrath (11-13)
13. Luke Renzland (10-14)
14. Kyle Cunningham (18-11)
15. Nick Gaines (16-15)
16. Sean Cantrell (14-17)
17. Steven Clarke (13-37)
18. Cody Williams (17-19)
19. William Lofstrom (21-16)
20. Cody VanBuskirk (22-18)
21. Gustavo Pessoa de Souza (19-33)
25. Pepê Bueno (27-24)

450

450 (Soma das Baterias)
1. Eli Tomac (1-1)
2. Blake Baggett (2-2)
3. Dean Wilson (6-3)
4. Cooper Webb (3-6)
5. Martin Davalos (7-4)
6. Cole Seely (5-5)
7. Christian Craig (10-7)
8. Fredrik Noren (8-10)
9. Henry Miller (13-9)
10. Justin Bogle (9-13)
11. Justin Barcia (12-12)
12. Marvin Musquin (4-38)
13. Dakota Alix (17-11)
14. Weston Peick (36-8)
15. John Short (15-14)
16. Brandon Scharer (14-17)
17. Josh Grant (11-40)
18. Ryan Dowd (18-16)
19. Ronnie Stewart (33-15)
20. Josh Mosiman (19-18)

Resultados AMA Motcross 2017 High Pont , PA

Resultados de High Point, tapa d

 


Blake Baggett


Blake Baggett foi o grande vencedor da quarta etapa do AMA Motocross 2017. O piloto venceu a primeira bateria e foi segundo colocado na seguinte. Apesar de vencer a segunda corrida, Eli Tomac ficou fora do pódio. Na primeira corrida caiu durante a primeira volta e completou apenas em 12º. Baggett é o novo líder do campeonato.

Marvin Musquin torceu o joelho durante os treinos e sofreu uma lesão no menisco. Informação já confirmada pela equipe KTM. O francês completou a primeira bateria em 16º e a segunda em sexto.

Equilíbrio marca disputas na terceira etapa da temporada do AMA Motocross

2017 Thunder Valley – CO – 3ª e

Largada 250


Este início de campeonato do Lucas Oil AMA Motocross está surpreendendo, não? Foram nada menos que cinco vencedores em seis baterias e três diferentes pilotos no topo do pódio em cada etapa. Exceto na abertura do campeonato, o domínio de Eli Tomac não aconteceu e a altitude do circuito Thunder Valley mostrou que, além de Marvin Musquin, tem mais gente que pode entrar na briga pelo título.

A classe 250 também mostra equilíbrio de forças com quatro pilotos num intervalo de apenas um ponto no resultado final do Colorado.

Corridas


Blake Baggett


A primeira surpresa da 450 foi o holeshot do veterano da 250 Martin Dávalos, em seu início de carreira na classe principal. Acho que o próprio equatoriano se assustou, pois caiu ainda na primeira volta, levantando na nona posição. Na primeira volta aconteceu também outra queda coletiva importante, que levou ao chão três favoritos: Marvin Musquin, Josh Grant e Blake Baggett. Marvin e Baggett fizeram notáveis corridas de recuperação em seguida, enquanto Grant abandonou a prova algumas voltas mais tarde.

Correndo em casa e com três fortes adversários bem para trás, o caminho estava livre para Eli Tomac, certo? Hum… quase. Depois de alguma briga com Justin Barcia o piloto da Kawasaki foi vítima de seu próprio erro ao cair na quinta volta quando ocupava o terceiro lugar. Levantou em sexto já com Musquin e Baggett logo atrás. Tomac não foi capaz de segurar os dois e até a bandeira e só recuperou uma posição, sobre Broc Tickle, e ainda foi ultrapassado por Barcia no final, completando em sétimo.


Jason Anderson


Ignorando as batalhas que aconteciam atrás, Justin Bogle levou a sua Suzuki para a primeira vitória da temporada, abrindo e controlando a distância para Jason Anderson. O surpreendente Baggett ainda passou Musquin e Cole Seely na parte final para completar em terceiro.

Segunda Bateria

A segunda largada viu outra Suzuki na frente com Tickle. Entretanto Baggett e Tomac passaram voando e, para a alegria do público, o piloto da Kawasaki era o líder ao completarem a primeira volta.


Eli Tomac


Os dois ponteiros apertaram bem o ritmo abrindo dos demais, mas Bagett se manteve próximo e a confiança gerada por bater Tomac na primeira bateria, lhe deu a força necessária para voltar a atacar e recuperar a liderança na metade da corrida. Baggett ainda abriu mais de dez segundos até a bandeirada. Marvin Musquin foi terceiro, seguido de Cooper Webb e Josh Grant.

“Depois de Glen Helen eu soube os pontos onde tinha que trabalhar, sabia meus pontos fortes. O objetivo é vencer corridas e como tudo é novo com a equipe, estamos ainda acertando as coisas. Hoje me senti à vontade desde a primeira volta nos treinos e tudo correu bem dali pra frente”, comentou Baggett. “Sabia que tinha a velocidade para vencer hoje e fui paciente com Tomac na segunda bateria. Quando a oportunidade da liderança se apresentou tive de agarrá-la e correr com ela. Foi o que fiz.” Esta é a primeira vitória geral de Bagget na classe 450 que subiu à terceira posição a apenas dois pontos de Tomac.


Marvin Musquin


Se o final de semana não foi espetacular para Marvin Musquin, o francês ainda salvou a segunda posição geral da etapa e ampliou a vantagem sobre Tomac para 17 pontos. “A equipe tem trabalhado bastante e tenho tentado não me pressionar muito. Estamos indo bem. Fomos consistentes nas três primeiras etapas e estou feliz pela equipe, já que sou o único piloto. Com a saída de Dungey eu queria melhorar e ser um dos melhores. Acho que estrou mostrando para a equipe que estou cumprindo meu trabalho e dando 100%. Só temos que continuar em frente.”

250 


Alex Martin


As corridas também foram bem interessantes na classe 250. Na primeira, Alex Martin fez o holeshot e liderou até o fim, mas não foi uma vitória fácil, já que sempre teve alguém por perto e as batalhas foram ferozes pela segunda posição. Seu irmão Jeremy Martin o seguiu no início e o segundo lugar ainda passou pelas mãos de Michael Mosiman antes de voltar para Jeremy que depois foi ultrapassado por Joey Savatgy. Mas o dono da posição no resultado final foi Austin Frokner, que veio de sétimo e numa impressionante arrancada final superou Jeremy, Savatgy e recebeu a bandeirada a apenas um segundo de Alex. Jeremy ainda recuperou a terceira posição, deixando Savatgy em quarto. O líder da pontuação Zach Osborne caiu na primeira volta e completou em oitavo.

Na segunda bateria Aaron Plessinger passou Joey Savatgy pela liderança logo após a largada, mas sofreu uma queda na quarta volta e abandonou a corrida. Savatgy retomou a ponta e passou a sofrer pressão de Jeremy Martin a partir da metade da prova, mas resistiu aos ataques e venceu a bateria.  Forkner ficou com a terceira posição seguido de Alex Martin.


Joey Savatgy


Depois de completar a primeira volta em oitavo, Osborne fez uma corrida apenas regular para completar em quinto. O francês Dylan Ferrandis chegou a ocupar a segunda posição, depois de ultrapassado por Jeremy Martin caiu e completou a bateria em sexto.


Jeremy Martin


Empatado em pontos na etapa com Alex Martin, Savatgy comemorou a vitória pelo melhor resultado na segunda bateria. “É um grande alívio. Gosto muito desta pista aqui no Colorado, por ser bem fluida e se encaixa em meu estilo. Eu precisava provar a mim mesmo que ainda podia vencer e isso tira um grande peso de meus ombros. É quase a mesma sensação da minha primeira vitória.”

Quinto na geral com 8-5, Osborne comentou: “Definitivamente não foi um dia terrível. Passei mal a semana inteira (com dores de estômago) e só fui capaz de pilotar um dia. A queda dificultou as coisas na primeira bateria, mas recuperei até oitavo. Fiz uma largada decente na segunda para chegar em quinto. Estou feliz por sobreviver e manter a liderança no campeonato. Espero usar o final de semana de descanso para me recuperar e lutar novamente para recuperar vantagem nos pontos.”


Zach Osborne


Sem etapa no próximo sábado, o Lucas Oil AMA Motocross retorna em High Point, na Pensilvânia, no dia 17 de junho.


450 Largada Chegada Pts
P. # Piloto Moto M1 M2 M1 M2 Totais
1 4 Blake Baggett KTM 450 SX-F FE 26 2 3 1 45
2 25 Marvin Musquin KTM 450 SX-F FE 19 9 4 3 38
3 21 Jason Anderson Hus FC450 2 6 2 6 37
4 19 Justin Bogle Suz RMZ 450 1 4 1 9 37
5 3 Eli Tomac Kaw KX 450F 5 1 7 2 36
6 14 Cole Seely Hon CRF450R 6 10 5 10 27
7 15 Dean Wilson Hus FC450 10 11 9 7 26
8 20 Broc Tickle Suz RMZ 450 4 5 (HS) 8 8 26
9 51 Justin Barcia Suz RMZ 450 3 3 6 12 24
10 30 Martin Davalos Hus FC450 9 (HS) 18 10 11 21
11 2 Cooper Webb Yam YZ 450F 7 7 22 4 18
12 32 Weston Peick Suz RMZ 450 8 13 12 13 17
13 33 Joshua Grant Kaw KX 450F 40 8 38 5 16
14 40 Fredrik Noren Hon CRF450R 12 32 11 15 16
15 70 Dakota Alix KTM 450 SX-F FE 11 14 13 14 15
16 68 Heath Harrison Yam YZ 450F 20 15 15 16 11
17 154 Brandon Scharer Yam YZ 450F 13 19 14 17 11
18 170 Zack Williams Hon CRF450R 33 25 18 18 6
19 125 Josh Mosiman Hus FC450 14 20 16 31 5
20 606 Ronnie Stewart Suz RMZ 450 18 16 17 22 4
21 544 Morgan Burger Hon CRF450R 23 17 19 20 3
22 718 Toshiki Tomita Hon CRF450R 21 22 30 19 2
23 157 Jacob Baumert KTM 450 SX-F 15 12 20 23 1

 

250 Largada Chegada Pts
P. Piloto Moto M1 M2 M1 M2 Totais
1 Joseph Savatgy Kaw KX 250F 5 2 (HS) 4 1 43
2 Alex Martin KTM 250 SX-F FE 1 (HS) 7 1 4 43
3 Jeremy Martin Hon CRF250R 2 5 3 2 42
4 Austin Forkner Kaw KX 250F 6 6 2 3 42
5 Zachary Osborne Hus FC250 16 8 8 5 29
6 Dylan Ferrandis Yam YZ 250F 20 4 9 6 27
7 Colt Nichols Yam YZ 250F 7 14 6 12 24
8 Mitchell Harrison Yam YZ 250F 4 3 11 8 23
9 Shane McElrath KTM 250 SX-F FE 8 12 10 9 23
10 Michael Mosiman Hus FC250 26 17 12 10 20
11 Justin Hill Kaw KX 250F 14 11 17 7 18
12 Sean Cantrell KTM 250 SX-F FE 13 16 15 11 16
13 Kyle Cunningham Suz RMZ 250 15 15 13 13 16
14 Adam Cianciarulo Kaw KX 250F 3 9 5 37 16
15 Aaron Plessinger Yam YZ 250F 9 1 7 39 14
16 James Decotis Hon CRF250R 19 24 16 14 12
17 Bradley Taft Yam YZ 250F 11 10 18 15 9
18 Mark Worth Yam YZ 250F 10 13 14 19 9
19 Nick Gaines Yam YZ 250F 21 18 19 16 7
20 Jerry Robin Yam YZ 250F 12 29 25 17 4
21 Lorenzo Locurcio Yam YZ 250F 17 19 20 18 4
22 Luke Renzland Yam YZ 250F 24 27 21 20 1


Classificação Geral

P. # 450 Pts
1 25 Marvin Musquin 127
2 3 Eli Tomac 110
3 4 Blake Baggett 108
4 21 Jason Anderson 93
5 19 Justin Bogle 86
6 15 Dean Wilson 84
7 14 Cole Seely 81
8 20 Broc Tickle 79
9 33 Joshua Grant 76
10 51 Justin Barcia 69
11 32 Weston Peick 63
12 2 Cooper Webb 57
13 30 Martin Davalos 52
14 40 Fredrik Noren 46
15 48 Christian Craig 37
16 70 Dakota Alix 32
17 68 Heath Harrison 23
18 244 justin hoeft 17
19 154 Brandon Scharer 13
20 90 Dillan Epstein 12
21 121 Cody Cooper 11
22 125 Josh Mosiman 11
23 606 Ronnie Stewart 7
24 333 Rhys Carter 7
25 718 Toshiki Tomita 6
26 170 Zack Williams 6
27 926 Kaven Benoit 5
28 544 Morgan Burger 3
29 941 Angelo Pellegrini 2
30 167 Zachary Bell 1
31 157 Jacob Baumert 1
32 151 Dakota Tedder 1
P. # 250 Leste Pts
1 16 Zachary Osborne 119
2 26 Alex Martin 110
3 6 Jeremy Martin 101
4 17 Joseph Savatgy 93
5 24 Austin Forkner 89
6 39 Colt Nichols 89
7 36 Adam Cianciarulo 85
8 23 Aaron Plessinger 78
9 45 Mitchell Harrison 66
10 108 Dylan Ferrandis 64
11 342 Michael Mosiman 60
12 38 Shane McElrath 60
13 129 Sean Cantrell 56
14 46 Justin Hill 52
15 78 Nick Gaines 33
16 28 Mitchell Oldenburg 24
17 57 James Decotis 23
18 183 Lorenzo Locurcio 22
19 74 Bradley Taft 20
20 42 Kyle Cunningham 16
21 172 Mark Worth 15
22 50 Luke Renzland 14
23 558 Jerry Robin 12
24 128 Cameron Mcadoo 11
25 791 Gustavo Souza 9
26 677 Cody Williams 2
27 388 Brandan Leith 2
28 321 Bradley Lionnet 1



Eli Tomac e Ryan Dungey empatados quando campeonato entra em sua reta final

O Monster Energy AMA Supercross caminha para um final emocionante. A 14ª etapa disputada neste sábado trouxe mais uma noite dramática na disputa deste título, que muitos consideraram definido onze corridas atrás. A vitória em Seattle ficou com Marvin Musquin, sua segunda na temporada.


Marvin Musquin


Clima instável

A semana foi de tempo instável na região deixando a terra usada para construção da pista bastante macia. Mais macia que o desejável para a maioria dos pilotos no Supercross. A turma da Dirt Wurx fez um bom trabalho cobrindo o traçado, que só foi descoberto no último momento possível. Os treinos livres foram cancelados e as tomadas de tempo foram reduzidas a apenas uma de 10 minutos por grupo.


Eli Tomac


Mesmo o tempo reduzido de pista não foi o suficiente para evitar as canaletas e trilhos que marcaram o traçado quase que instantaneamente. A direção de prova diminuiu também o tempo das provas finais, abaixando três minuto em cada categoria.

Corridas Finais

Eu não sou um fã dos blocos de espuma, os famigerados tuff blocks usados para demarcar as pistas de Supercross. Acredito que mais do que proteger, são os causadores de muitas quedas, algumas bem violentas. Um pequeno desvio de trajetória acaba derrubando muitos pilotos que estariam ainda em situação de se salvar. Isto é bastante evidente nos saltos.

Bom, porque estou dizendo isso? Um bloco de espuma mal colocado causou a queda coletiva que influenciou no resultado da etapa e, quem sabe, até do campeonato. Cooper Webb tocou um na primeira curva e o mesmo virou instantaneamente um inesperado obstáculo para o grupo de pilotos que vinha atrás.

Na queda coletiva o mais prejudicado foi Ryan Dungey que, mesmo com partida elétrica, foi o último a colocar a moto para funcionar novamente. Eli Tomac também não saiu nada bem e, com ele em décimo e Dungey em último, começava a corrida em uma pista que deixou muitos na defensiva.


Jason Anderson


Alheio aos problemas dos demais, Marvin Musquin largou na frente com seu histórico europeu ajudando a enfrentar a pista mais macia. O francês liderou de ponta a ponta com uma vantagem que chegou a oito segundos e só caiu para quatro na última volta, quando o francês já pensava que tipo de Heel Clicker ia dar na chegada.

Se Musquin navegou num mar mais ou menos tranquilo, imediatamente atrás reinou o caos. Cooper Webb surpreendeu positivamente no início – se descontarmos o episódio do tuff block - quando assumiu a terceira posição. Na sétima ou oitava volta já era pressionado por Tomac, que chegou a fazer a ultrapassagem. O novato da Yamaha, entretanto, deu o troco algumas curvas depois e aproveitou também para superar Jason Anderson, que cometeu alguns erros, se debatendo com as traiçoeiras condições do circuito.

Além de se recuperar da má largada, Tomac enfrentou também outros percalços no caminho. O estilo agressivo do piloto da Kawasaki, não o eximiu de alguns erros nos encaixes dos obstáculos. Depois de algumas passagens “no fio da navalha” e várias voltas mais rápidas, Tomac finalmente foi ao chão quando chegou curto na recepção de um triplo. Levantou rapidamente depois de devolver a quarta posição para Anderson.


Ryan Dungey


Com a prova se aproximando do final, Webb pareceu perder o ritmo e quando tentava defender-se dos ataques de Anderson seus caminhos se encontraram novamente com um bloco de espuma, desta vez indo ao chão. Webb jogou fora uma boa corrida para terminar na oitava posição. Tomac agradeceu uma posição de presente e logo depois superou Anderson sem grandes dificuldades para terminar em segundo.

E Dungey? Dungey fez também uma corrida de campeão com a recuperação até a quarta posição. O piloto da KTM conseguiu o posto tomando a quarta posição de Davi Millsaps na última volta. O principal problema de Dungey é que há um piloto constantemente mais rápido que ele nas pistas. Outro problema é que não acertou mais nenhuma largada nas finais desde Daytona. Chad Reed, que poderia lhe causar um bom atraso – nesta prova legitimamente – não foi um fator desta vez. O australiano sofreu uma queda na quinta volta e não se encontrou com Dungey na final.


Marvin Musquin comemora a segunda vitória no Supercross 450


Na classificação geral Dungey não tem mais nenhuma vantagem. Empatado em pontos com Tomac, o desempate fica a favor do piloto da Kawasaki pelo número de vitórias, já impossível de reverter nas três etapas finais. Musquin, matematicamente ainda dentro da briga, está 42 pontos atrás.

A volta da 250 Oeste


Aaron Plessinger


Na classe 250 um nome se destacou: Aaron Plessinger. Muito à vontade com a pista, o piloto da Yamaha tinha também um trunfo na manga. Uma sequência de três triplos que só ele fazia (e foram poucos que fizeram na 450). Com essa vantagem sobre os demais, levou apenas duas voltas para ir de quinto à liderança na primeira largada que foi cancelada para atendimento a um piloto acidentado.

Plessinger não ficou nada contente com a bandeira vermelha, mas recompôs sua liderança na segunda largada exatamente da mesma maneira, saindo na quinta posição. Desta vez levou três voltas e meia para superar Shane McElrath, Jimmy Decotis, Justin Hill e Martin Dávalos.


Justin Hill


Na prova de 14 voltas – uma a menos que o regulamento vigente até o ano passado – Plessinger administrou a liderança que chegou a oito segundos.

Na segunda posição Hill fez uma corrida consciente, como convém a um líder de campeonato que deixou Seattle com vantagem de 18 pontos. Mitchell Oldenburg completou o pódio, após partir na sétima posição. Dávalos foi o quarto colocado, longe do ritmo dos ponteiros.

Agora o AMA Supercross tem um merecido fim de semana de descanso para retornar a Salt Lake City no dia 22 de abril.