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Motocross, Velocross, Oficina e Bar.
Aberto de segunda a sábado, das 9h as 18h

Sem estipular prazo, James Stewart afirma que volta somente quando estiver 100%

Sem estipular prazo, James Stewart afirma que volta somente quando estiver 100%

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Não tem prazo certo para o retorno do piloto Suzuki. – Crédito: Divulgação.

 

Na noite desta terça feira, 2 de fevereiro, James Stewart publicou em seu Instagram um resumo do que aconteceu em Oakland, confirmando os fatos divulgados no release da equipe Yoshimura Suzuki no qual o chefe de equipe, Mike Webb, informou que JS7 estava com a visão prejudicada e por esse motivo teve seu rendimento afetado e abandonou a prova na nona volta do Main Event.

Stewart desabafou dizendo:

– A pior parte é que você nunca sabe como vai se sentir, até tentar. Por esse motivo decidi tentar correr em Oakland. Não importa o quanto você treinou durante a semana, corrida é totalmente diferente. A decisão foi minha de competir, pelos meus fãs e porque amo competir. Mas depois desse sábado está claro que não estou pronto, me senti como um idiota por tentar mesmo despreparado. Prefiro não alinhar para largar novamente, se tiver que abandonar como fiz. Odeio desistir, e me senti um desistente. Apesar disso, meus verdadeiros fãs sabem que eu continuo tentando e me conhecem verdadeiramente – escreveu Stewart.

Bubba garantiu que só voltará quando estiver 100%.

– Não sei o tempo que precisarei para me recuperar, mas o fato é que só vou voltar quando estiver apto. Vou fazer o que é melhor para mim, e não para o resto. Amo meus fãs e realmente admiro o apoio que me prestam. Todos sabem onde meu coração está e não vejo a hora de voltar a competir e celebrar minhas conquistas com todos os meus seguidores – finalizou.

Quando será que veremos JS7 em ação novamente?
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Calendário do Mundial de Motocross 2016

GP da Malásia é cancelado. Espanha é confirmada. Confira o calendário do Mundial de Motocross 2016Google+

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A Federação Internacional de Motociclismo juntamente com a Youthstream – empresa organizadora do Mundial de Motocross – anunciaram nesse terça-feira, 15, uma atualização no calendário da temporada 2016.

O Grande Prêmio da Malásia, que aconteceria no dia 13 de março, no Circuito Internacional de Sepang, foi cancelado. A organização ainda não informou o motivo, mas aproveitou o comunicado para anunciar o local da décima etapa, que estava indefinido. A cidade de Talavera de la Reina, na Espanha, recebe o GP nos dias 28 e 29 de maio.

Confira abaixo o calendário de 2016 atualizado, que agora passa a ter 18 e não 19 etapas como anunciado previamente.

Calendário Mundial de Motocross 2016

27 de fevereiro / 1ª etapa / Catar – Losail
6 de março / 2ª etapa / Tailândia – Suphan Buri
27 de março / 4ª etapa / Argentina – Neuquen
3 de abril / 5ª etapa / México – Leon
17 de abril / 6ª etapa / Europa – Valkenswaard (Holanda)
1º de maio / 7ª etapa / Letônia – Kegums
8 de maio / 8ª etapa / Alemanha – Teutschenthal
15 de maio / 9ª etapa / Trentino – Pietramurata (Itália)
29 de maio / 10ª etapa / Espanha – Talavera de la Reina 
5 de junho / 11ª etapa / França – St Jean d’Angély
19 de junho / 12ª etapa / Grã-Bretanha – Matterley Basin
26 de junho / 13ª etapa / Itália – Mantova
24 de julho / 14ª etapa / República Tcheca – Loket
31 de julho / 15ª etapa / Bélgica – Lommel
7 de agosto / 16ª etapa / Suíça – Frauenfeld
28 de agosto / 17ª etapa / Holanda – Assen
3 de setembro / 18ª etapa / Carolina do Norte – Charlotte Motor Speedway (EUA)
11 de setembro / 19ª etapa / Estados Unidos – Glen Helen

Brasileiros Richard Berois, Roque Colaman e Fábio Aleixo são campeões mundiais de motocross para veteranos

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Três brasileiros subiram no lugar mais alto do pódio na edição 2015 do Dubya World Vet Motocross Championship, o Mundial de Motocross para veteranos que acontece anualmente em Glen Helen, a famosa pista na Califórnia, Estados Unidos. Richard Berois, Roque Colaman e Fábio Aleixo podem bater no peito e dizer que têm um título mundial.

Berois conquistou o campeonato na categoria 35+ Intermediate, além de um vice-campeonato na 40+ Expert (no sábado) e o terceiro lugar na mesma categoria, no domingo.

Aleixo foi campeão em duas classes 50+ Novice, uma vez no sábado e outra no domingo, e ainda correu a 50+ Novice 2, na qual foi vice-campeão. Aleixo ganhou três das seis baterias que disputou.

Colman venceu a categoria 70+ All, para pilotos com mais de 70 anos. O veterano ganhou três das quatro baterias disputadas, ficando também vice-campeão nas disputas de sábado, na mesma categoria.

Mais dois brasileiros participaram do evento com bons resultados. Everson Silva conquistou dois vice-campeonatos na 40+ Novice Div 2. Luciano Farias terminou em quinto na classe 40+ Novice.

O piloto Richard Berois enviou um relato bem interessante ao BRMX. Confira abaixo, na íntegra:

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Sonho realizado e conquistado com muito trabalho. Cheguei em Glen Helen com três semanas de antecedência da corrida para me adaptar com o clima e o fuso horário e logo fui atrás de conseguir moto para treinar e competir. Por recomendação do piloto Jean Ramos, fiz contato com Dennis Stapleton para alugar uma motocicleta, fui direto para pista para tratar pessoalmente dos negócios, na qual fui muito bem atendido. Queria alugar uma moto KTM nova mais não foi possível, a única KTM 450 disponível era ano 2013 em perfeito estado, boa, mais percebi que a suspensão era muito mole, aí começamos a trabalhar forte até achar um acerto que me sentisse confortável. Mudamos a suspensão e a relação e começamos a treinar.

No dia 31 de outubro, participei da primeira corrida que aconteceu na pista de Glen Helen onde ia rolar o mundial – Octobercross. O evento foi só no sábado e a maioria dos pilotos que iriam participar do mundial estavam presentes. Foi importante minha participação para conhecer meus adversários diretos, um era sul-africano e dois americanos que me deram muito trabalho. Disputei do começo ao final da corrida e terminei em segundo colocado. Essa experiência foi boa para me preparar melhor e conhecer o sistema da competição.

No mundial me inscrevi nas categorias 35+ e 40+. Fiz quatro baterias no sábado e quatro no domingo. A primeira corrida foi da 40+, na qual terminei em terceiro colocado e em seguida já tive que alinhar novamente para a largada da 35+, que fiquei em primeiro colocado quando faltavam duas curvas para o final. Com esses resultados, fiquei mais focado na 35+ e tudo deu certo. Resultado – CAMPEÃO MUNDIAL, e na 40+ fiquei vice-campeão.

Lindo! Oito largadas. Oito largadas na ponta, mas os caras eram loucos, me passavam nas grandes descidas já na primeira volta, eu não arriscava porque a cada largada a pista já era outra, por conta dos grandes números de motos tentava administrar e atacava com segurança no decorrer da corrida.

Que pista. Motocross de verdade.

Gostaria de dedicar à minha parceira de longa data Ana Cristina e à minha família que estava na torcida por mim, e agradecer aos patrocinadores: Luciano Lâminas, Sudati, Rede Green, Mais Engenharia, Mormaii Knee Brace, Durag, ASW, Moto Shop, 5inco, Supermercado Chico e Novo Estilo de Vida por acreditarem no meu trabalho.

Roman Jelen na MX3 fatura a Copa Brasil de Motocross 2015

Esloveno fica com o troféu na categoria

Roman Jelen recém desembarcou em terras tupiniquins e já faturou o título da Copa Brasil de Motocross 2015. Neste domingo, 18, o piloto da IMS Racing ganhou a corrida realizada em São José, Santa Catarina, e ficou com o troféu da categoria MX3, para atletas com 35 anos ou mais, na primeira edição da competição.

O estrangeiro assumiu a liderança da prova nas primeiras voltas e abriu vantagem para vencer dando espetáculo para as 15 mil pessoas que prestigiaram o evento. A briga pela segunda colocação ficou entre o gaúcho Douglas Parise, o catarinense Milton Becker e o paranaense Paulo Stédile, que voltou a competir motocross em uma prova de nível nacional depois de 11 anos.

– Gosto muito do Brasil, sou casado com uma brasileira, e estou muito feliz por estar aqui e ter a oportunidade de competir. A pista estava bastante técnica, com muitas canaletas e buracos, e isso tornou as coisas um pouco mais fáceis para mim, porque estou acostumado com pistas assim. No começo todos estavam andando muito forte, e eu não estava tão solto, acabei caindo, mas levantei rápido. Depois ainda bati meu dedo e corri com muita dor. Estou feliz por vencer e me divertir, por conhecer novas pessoas e trazer algum conhecimento aos pilotos mais novos. Gostaria de agradecer ao Wellington Valadares (chefe da equipe IMS Racing) e ao Mike (amigo e mecânico) e todos os meus patrocinadores – disse Jelen.

Resultados

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Resultado da etapa
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Mundial de Motocross: Covington surpreende e vence MX2 no GP do México 2015

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Resta uma etapa para o Mundial de Motocross 2015 acabar. Neste domingo, 13, rolou a penúltima etapa, no México, em León, com os holofotes da disputa voltados à categoria MX2, que ainda tem o título da temporada em aberto.

Em uma pista bastante enlameada por causa da chuva, o norte-americano Thomas Covington (Kawasaki), que é apenas 12º colocado no campeonato, ganhou a categoria MX2 com 4-1 nas baterias. Entre os postulantes ao título, melhor desempenho para o esloveno Tim Gajser (Honda), que fez 5-2 nas baterias e manteve a liderança.Pauls Jonass (KTM) começou o dia muito bem, com vitória na primeira bateria, mas acabou a segunda prova apenas na 13ª posição após duas quedas e viu Gajser abrir 18 pontos de vantagem no campeonato.

No próximo fim de semana, 19 e 20, acontece a final, na pista de Glen Helen, nos Estados Unidos. Além de Gajser e Jonass, o britânico Max Anstie (Kawasaki) ainda tem chances matemáticas de conquistar o título depois de um fim de semana ruim no México (fez 2-11 nas baterias). Anstie tem 50 pontos a menos que Gajser, o que torna sua missão de ser campeão quase impossível pois precisa vencer as duas baterias nos EUA e torcer para o esloveno “zerar os pontos” em ambas, além de torcer por mais um tropeço de Jonass.

Na MXGP, o campeão da temporada faturou mais uma. Romain Febvre (Yamaha) venceu as duas baterias mexicanas e chegou a sete vitórias em GPs e 14 baterias conquistadas neste ano. O segundo lugar do pódio ficou com o britânico Shaun Simpson (KTM), que fez 2-2 nas baterias, e o terceiro lugar foi para o russo Evgeny Bobryshev (Honda), com 3-3 nas corridas.

A briga pelo vice-campeonato na última etapa será entre os pilotos da Honda, Bobryshev e Gautier Paulin. O francês, que faz seu ano de estreia pela marca vermelha, é o favorito pois tem 27 pontos de vantagem.

Resultados do GP do México

MXGP
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MX2
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Classificação do campeonato após 17 etapas

MXGP
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MX2
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Dungey conquista por antecipação

Terceiro título no motocross 450. Classe 250 promete final eletrizante

Ryan Dungey

Ryan Dungey conquistou no último sábado, durante a 11ª etapa, seu terceiro título no Lucas Oil AMA Motocross. O piloto precisava apenas de um segundo lugar em qualquer uma das baterias realizadas no Miller Motorsports Park, mas não se contentou apenas com o título e saiu do circuito com uma dupla vitória em cima do campeão de 2014 – e antigo companheiro de equipe – Ken Roczen.

Absoluto na pista, mesmo sem precisar, Dungey confirmou com seu desempenho em Utah ser o melhor piloto do ano nos Estados Unidos, indiscutívelmente. Em abril ele já havia garantido seu segundo título no Supercross, quando ainda restavam três etapas para o final do campeonato.

No outdoor, Dungey enfrentou algumas dificuldades no início da temporada. Penou um pouco para conseguir o melhor acerto de sua KTM, enquanto Eli Tomac dominava solenemente as baterias. Entretanto o reinado do piloto da Geico Honda durou apenas cinco baterias, na sexta uma forte queda causou a lesão no ombro que o tirou de ação e da disputa pelo título.

Com Tomac fora, ninguém mais foi capaz de segurar Dungey, que ao longo do campeonato acertou-se definitivamente com a moto e tratou de garantir o título prova a prova.

Enquanto a questão sobre Tomac era apenas “quando” (não “se”) iria cair e suas consequências, Dungey utilizou sua estratégia de permanecer sempre em pé e o mais próximo possível da vitória. Em 22 baterias cometeu apenas dois deslizes: um em Glen Helen, quando sua moto apresentou problemas elétricos e apagou, outro na lama em Budds Creek. Em todas as outras baterias o campeão chegou em primeiro ou no máximo em segundo. É difícil bater uma cara assim!


Equipe KTM comemora mais um título

Colabora com o histórico de Dungey sua técnica apuradíssima e a habilidade de se manter longe de confusões. Mesmo em situações limite tudo parece estar sob controle. Seu estilo de pilotagem, na minha opinião, é muito similar a outros dois ícones do esporte: Chad Reed e Jeremy McGrath.

Mais um fator que sou obrigado a comentar é a presença do treinador Aldon Baker ao seu lado. Baker é como uma fábrica de campeões, alguém que sabe trabalhar não apenas o programa de treinos de seus pilotos, mas também lapidar mentes de campeões. Obviamente um Roger DeCoster para supervisionar as coisas também não atrapalha. Foi tudo isso que Ken Roczen trocou quando saiu da KTM a favor da maior liberdade e um cheque inicial mais gordo (antes dos bônus por vitórias ou títulos) na Suzuki. Eu acredito que o alemão volte a conquistar títulos, mas além do físico voltar à melhor forma ele vai precisar de um tempinho extra para acertar tudo e retornar ao nível de performance de 2014.

Corridas em Utah


Ken Roczen

Sobre as corridas da 450, não há muito a dizer. Dungey manteve-se por perto de Roczen, que liderou boa parte das duas baterias, e no momento apropriado deu o bote. Justin Barcia, que vinha se destacando nas etapas recentes, não conseguiu manter o ritmo dos ponteiros e apesar das costumeiras boas largadas, completou as corridas em quinto e terceiro. Subiu ao pódio pelo critério de desempate sobre Blake Baggett (4-4), piloto em seu primeiro ano na classe principal que também subiu de produção na fase final do campeonato. Colocando a terceira Suzuki entre os cinco primeiros em Utah veio Broc Ticle (3-5).

Palavras de Dungey após o pódio: “A sensação nesse campeonato é maior que em outros, pois sinto que batalhamos mais pela vitória. Tinhamos uma moto nova e eu tinha um novo programa de treinamento e tudo funcionou da melhor maneira possível. Cheguei aqui com a intenção de vencer as duas baterias, qualquer que fosse o cenário. Podia ter administrado, claro, mas queria correr para vencer e deixar claro que levei o campeonato para casa hoje”.


Pódio 450

250 – Drama previsto para a próxima etapa


Marvin Musquin

Dois são os nomes principais na classe 250 este ano e você já sabe: Jeremy Martin e Marvin Musquin. O atual campeão, que dominou em 2014, encontrou um osso mais duro de roer em 2015. A batalha entre os dois está interessantíssima e nesta fase final os nervos tendem a florescer enquanto a pressão cresce sobre os ombros de ambos. Foi a terceira etapa onde a diferença de apenas dois pontos entre os dois permaneceu inalterada.

Jeremy teve momentos em dois extremos da sorte em Utah. Na largada da primeira bateria se enroscou numa confusão durante a primeira volta e teve um longo caminho de recuperação após a primeira passagem em 24º. Enquanto Musquin liderava alcançou a quarta posição, mas ainda faturou o terceiro lugar de bandeja quando R.J. Hampshire caiu a poucos metros da chegada.


Jeremy Martin

Na segunda bateria tivemos um duelo direto entre os dois candidatos ao título e aí Martin levou a melhor sobre Musquin que lhe cedeu a segunda posição e ficou 10 segundos para trás durante a segunda metade da corrida. Martin ainda recebeu a primeira posição de mão beijada do companheiro de equipe Cooper Webb.

A final em Indiana promete uma disputa histórica. Musquin, se despedindo da classe 250, não terá outras oportunidades de conquistar esse desejado título. Martin quer manter o número um e a liderança que sustenta desde a terceira etapa. Na final a 250 corre depois da 450, o que significará pista em condições mais difíceis. Será uma batalha física, técnica e mental para ambos. Quem será o mais forte?

Hot 5 aponta os cinco grandes acontecimentos do motocross mundial na última semana

1 :: Chad Reed de mudança?

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* Texto atualizado às 12h25 desta quarta-feira, 24

Chad Reed vai encerrar as atividades da equipe Two Two Motorsports. A confirmação saiu nesta quarta-feira, 24, depois de algumas especulações. Dizem ainda que o australiano de 33 anos foi pedir emprego na Yamaha para 2016.

O piloto, que passou por cirurgia na semana passada para curar uma lesão no ombro, ainda não confirmou nenhuma das informações. Reed está fora do restante do AMA Motocross 2015 por causa desta lesão.

 

 

2 :: Tyla Rattray anuncia aposentadoria

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O sul-africano campeão mundial de MX2 em 2008 vai se aposentar no fim de 2015. Após 15 anos de carreira, o piloto de 30 anos de idade falou abertamente sobre o assunto ao jornalista inglês Adam Wheeler no fim de semana passado, em Teutschenthal, Alemanha.

– Tive uma grande carreira e estou feliz pelo que fiz, mas decidi que já é o suficiente. Estou nessa há muito tempo e acho que não tenho mais força para mais um trabalho intenso de pré-temporada. Quando este sentimento vem, acho que é hora de parar – disse.

– Um dia você precisa parar. Os caras estão muito rápidos. Se eu fizer uma boa largada e me andar bem, vou chegar no máximo em terceiro, e eu estou acostumado a brigar pelo primeiro lugar. Têm pilotos com mais intensidade surgindo, tomando riscos maiores do que eu quero tomar. Basicamente, não tenho mais culhões como esses caras! – revelou.

 

 

3 :: Cinco quebrados, um guerreiro

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Cairoli, Nagl, Villopoto, Desalle e Herlings. Todos machucados, fraturados, mas somente Cairoli foi para a pista lesionado salvar pontos no Mundial de Motocross. Claro, os níveis das lesões são diferentes, mas é de se admirar a raça do italiano para seguir na briga por seu nono titulo mundial. Ainda não há previsão de retorno para RV, Nagl, Desalle e Herlings, mas sabemos que TC222 estará no gate dia 5 de julho, na Suécia, para a 11ª rodada das 18 da competição.

 

 

4 :: Interesse em Shaun Simpson

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Entre os 15 pilotos de fábrica no Mundial de Motocross, tem um privado chamando a atenção. Shaun Simpson tem recebido sondagens da Kawasaki, KTM e Husqvarna oficiais para 2016. Atualmente, o britânico compete de KTM por uma equipe privada – Hitashi Construction Machinery Revo KTM – e está na sétima posição da tabela da MXGP. Aos 27 anos, esta seria uma grande oportunidade para Simpson mostrar todo seu potencial. Todos sabem que as motos das equipes de fábrica são bem melhores que das equipes privadas.

 

 

5 :: Renovado

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Sensação do Mundial de Motocross 2015, o francês Romain Febvre renovou com a equipe de fábrica da Yamaha para os anos de 2016 e 2017. Com 23 anos de idade, ele desponta como um dos grandes pilotos da nova geração. É o atual líder do Mundial e ganhou as últimas três rodadas (França, Itália e Alemanha). Em 2014, ainda na MX2, ele venceu o GP Brasil, em Trindade, Goiás.

Eli Tomac foi o grande destaque da abertura do campeonato

Marvin Musquin e Jeremy Martin dividiram vitórias na categoria 250

O renovado circuito de Hangtown, no sul da Califórnia, abriu a temporada “outdoor” do cross norte-americano. A primeira das 12 etapas do Lucas Oil AMA Motocross viu uma performance dominante de Eli Tomac na classe principal. Na categoria 250, o francês Marvin Musquin venceu a primeira, e o atual campeão Jeremy Martin deu o troco na segunda, faturando a classificação geral da etapa.


Largada 450

A primeira prova de um campeonato nem sempre é uma matriz do que virá a seguir no campeonato. O próprio Supercross desse ano foi um exemplo disso. Ryan Dungey só engatou a última marcha na quarta etapa e um pouco depois disso que passou a realmente dominar a série. Mas uma certeza ficou após as corridas de Hangtown: a concorrência de Eli Tomac tem que se preocupar e muito.

Veja também os vídeos com as corridas na íntegra:  450 Bateria 1 | 450 Bateria 2 | 250 Bateria 1 | 250 Bateria 2

Destaques de Hangtown


Eli Tomac

Não me lembro de uma vitória tão arrasadora nas recentes temporadas quanto foi a segunda corrida da 450. Eli Tomac abriu mais de 1 minuto e meio de Dungey e deu volta até no nono colocado. Em seu melhor giro, o piloto da Geico Honda foi mais de 5 segundos mais rápido que o da KTM. Cinco segundos! E Dungey não estava passeando, seu melhor tempo foi mais de dois segundos abaixo do restante do pelotão. Independente de qualquer outro fato, uma performance assim na primeira prova da temporada acende o sinal de alerta nos adversários. “Como vamos tirar essa diferença”, devem estar pensando os concorrentes de Tomac.


Ryan Dungey

 


Jason Anderson

Tomac só não liderou as primeiras curvas da primeira corrida. Logo ele definiu a primeira posição na disputa com Dungey e também foi embora, apenas com uma vantagem mais moderada, de 22 segundos. Tomac parece não ter sentido a degradação da pista como os outros e manteve os tempos de volta no mesmo ritmo da primeira corrida durante a segunda bateria. Os demais perderam entre dois e quatro segundos, pelo menos. O pior é que Tomac chegou ao final inteiro, sem demonstrar cansaço, parecendo pronto para outra largada.

Ryan Dungey: o recém-coroado campeão do supercross pode ter percebido que o dia e a pista eram de Tomac e, com a segunda posição sob controle, evitou se arriscar, segurando a onda. Pode ser que ele tenha guardado o jogo para as próximas etapas. Pode ser também que tenha voltado para casa preocupado, imaginando o que mudar no acerto ou na pilotagem para virar a mesa. Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.


Blake Baggett

 


Christophe Pourcel

Os outros: com Trey Canard fora e Ken Roczen em condição questionável (leia mais abaixo), a briga deve ficar mesmo entre Tomac e Dungey. Aparentemente o restante do pelotão tem que escalar um degrau (ou dois) para entrar na disputa. Jason Anderson ficou com a terceira posição geral (via 3-7) e um honroso pódio, mas não navegou próximo de Dungey, muito menos de Tomac. Aliás, a disputa pela terceira posição na etapa foi bem mais acirrada do que pela vitória. Weston Peick e Blake Baggett ficaram em quarto e quinto, respectivamente, a apenas um pontinho de Anderson.

Ken Roczen: o atual campeão sofreu uma lesão em uma antiga fratura na coluna durante a preparação para o campeonato e não subiu na moto durante a semana que antecedeu a etapa. O alemão da RCH Suzuki rodou a primeira bateria em visível desconforto, longe, mas muito longe de sua capacidade, para finalizar apenas em 19º. Na segunda corrida se soltou mais e salvou bons pontos com o quinto lugar para um 12º geral. Segundo comunicado de sua equipe na segunda-feira, o time está avaliando diariamente a situação e é possível que o piloto precise de alguma intervenção cirúrgica. Caso seja necessário, o time torce para que o procedimento aconteça após a temporada. De qualquer forma, é um início complicado para a defesa do título, longe de sua melhor forma e 30 pontos atrás.


Honda comemora vitória na abertura da temporada

Cole Seely sofreu uma forte queda no início da primeira bateria e ficou fora de ação durante o resto do dia, mas a equipe oficial Honda garante que ele estará alinhado na próxima etapa, em Glen Helen.

250


Largada 250

 


Jeremy Martin

A primeira corrida das 250 teve a liderança de Justin Bogle na primeira volta, que depois passou a tocha para o jovem Adam Cianciarulo que algum tempo depois caiu e perdeu posições. Na sequência o francês Marvin Musquin tomou a dianteira, antes da oitava passagem, e comandou o show até a bandeirada.

O atual campeão Jeremy Martin ficou estacionado na sexta posição no início da corrida até encontrar um ritmo melhor e passar a atacar. Martin tomou a segunda posição de seu companheiro na Star Yamaha, Cooper Webb, a duas voltas do fim, mas não chegou a ameaçar Musquin que recebeu a bandeirada com 4 segundos de vantagem.

Na segunda bateria a situação se inverteu. Martin começou a corrida na frente e Musquin nas primeiras voltas teve que anular uma largada mediana. Em seis voltas Musquin subiu de oitavo para segundo, mas depois não conseguiu tirar a diferença para Martin, pelo contrário, a distância entre os dois aumentou.

Pelo critério de desempate (melhor resultado na última bateria) Martin saiu com o troféu de vencedor na etapa, mas em termos de campeonato ele e Musquin começam juntos, com 47 pontos. Quem mais será capaz de entrar na corrida pelo título?


Marvin Musquin

1° Etapa do Brasileiro MX 4, 50, 65, MX F

 


Largada da categoria 65cc

Enquanto as principais categorias se preparam para acelerar na primeira etapa da temporada do Brasileiro de Motocross Pró este fim de semana, em Limeira (SP), quatro classes já tiveram as primeiras disputas no último sábado e domingo. A MX4, MXF, 65cc e 50cc competiram em Marau (RS) paralelamente ao Campeonato Gaúcho.

O resultado foi muita velocidade nas provas adultas e um grande show de disputa entre os pequenos com suas mini motos.


Stefany Serrão

A MXF foi a primeira e entrar em ação, com apenas três competidoras. Atual campeã, a paulista Stefany Serrão garantiu uma vitória de ponta a ponta, mostrando que vem com tudo também em 2015. Maiara Basso, outra competidora que também já levantou a taça da categoria, em 2012, ficou com a segunda colocação e Brunna Avila com a terceira. Um desfalque importante na disputa entre as mulheres foi a ausência da mineira Mariana Balbi, uma das principais pilotos do país, que não compareceu ao evento.


Pódio da MX4

 


Carlos Eduardo Baltazar

Entre os veteranos, deu a lógica. Milton ‘Chumbinho’ Becker, um verdadeiro colecionador de títulos no circuito nacional, começou bem a temporada na MX4, chegando na frente de forma tranquila, mesmo com os concorrentes trabalhando para diminuir a diferença para o multicampeão. Richard Berois foi o que melhor se saiu entre os demais, conquistando o segundo lugar após uma boa disputa com Walter Tardim. Erivelto Nicoladelli se isolou na quarta posição, enquanto Willian Guimarães, que nos treinos se mostrou a maior ameaça a hegemonia de Chumbinho, acabou apenas na quinta colocação.

Desde os treinos, Carlos Eduardo Baltazar mostrou velocidade para comandar a 65cc. Na corrida ele repetiu o desempenho e cruzou em primeiro a linha de chegada com um desempenho praticamente perfeito, mesmo enfrentando como principais adversários dois pilotos que corriam em casa. Pedro Augusto Morais e Gabriel Andrigo, ambos de Marau, terminaram em segundo e terceiro, respectivamente, enquanto José Pedro e Henrique Henicka completaram o pódio.

Outro integrante da família Becker se deu bem na abertura do campeonato, vencendo a 50cc. Rafael Becker, que é primo-sobrinho de Chumbinho, faturou o primeiro lugar entre os mais novos sem dificuldades. Garmichel Giehl chegou em segundo, Ivo Konell em terceiro, Bruno Chavier em quarto e Gustavo Hatleben em quinto.


Rafael Becker

Pelo Gaúcho, o grande destaque foi um paulista. Thales Vilardi garantiu a vitória nas duas baterias da MX Pró, mas não pontuou, já que disputou o campeonato como convidado, e para finalizar a Pré-temporada preparatória para o circuito nacional. Mateus Basso foi quem ficou com a pontuação máxima ao terminar em segundo. Gustavo Roratto fechou a primeira bateria em terceiro e, mesmo sofrendo uma queda na segunda, ficou com a terceira colocação do pódio. Luis Henrique Zottis foi o quarto colocado na soma geral das baterias e Gabriel Carbonera, atual vice-líder da MX Pró no estadual, fechou o fim de semana na quinta colocação.


Thales Vilardi

Veja na lista abaixo os resultados de todas as categorias realizadas no domingo e no final do artigo mais fotos do evento.

Resultados

Brasileiro de Motocross – 1ª etapa (clique aqui para ver os resultados completos)

MXF
1º – Stefany Serrão – São Paulo/SP
2º – Maiara Basso – Mato Castelhano/RS
3º – Brunna Avila – Guarapuava/PR

MX4
1º – Milton Becker – Joinvile/SC
2º – Richard Berois – São José/SC
3º – Walter Tardim – Nova Friburgo/RJ
4º – Erivelto Nicoladelli – Orleans/SC
5º – Willian Guimarães – Londrina/PR

65cc
1º – Carlos Eduardo Baltazar – Torres/RS
2º – Pedro Augusto Moraes – Marau/RS
3º – Gabriel Andrigo – Marau/RS
4º – José A. Pedro Filho – Atibaia/SP
5º – Henrique Henicka – Lajeado/RS

50cc
1º – Rafael Becker – Itapiranga/SC
2º – Garmichel Giehl – Dois Irmãos/RS
3º – Ivo Konell – Jaraguá do Sul/SC
4º – Bruno da Cruz – Chapecó/SC
5º – Gustavo Hatleben – Marechal Candido Rondon/PR

Gaúcho de Motocross – 5ª etapa

MX Pró
1º – Thales Vilardi – São Paulo/SP
2º – Mateus Basso – Gentil/RS
3º – Gustavo Roratto – Santa Rosa/RS
4º – Luis Henrique Zottis – Passo Fundo/RS
5º – Gabriel Carbonera – Sananduva/RS

MX2
1º – Gabriel Carbonera – Sananduva/RS
2º – Gustavo Roratto – Santa Rosa/RS
3º – Mateus Basso – Gentil/RS
4º – Leonardo Dambrós – Gentil/RS
5º – Lucas Basso – Gentil/RS

MX3
1º – Marcos Campos Cordeiro – Araranguá/SC
2º – Milton Becker – Joinvile/SC
3º – Willian Guimarães – Londrina/PR
4º – Walter Tardim – Nova Friburgo/RJ
5º – Fabiano Ribeiro – Passo Fundo/RS

Júnior
1º – Bruno Schmitz – Três Passos/RS
2º – Felipe Moraes – Marau/RS
3º – Felipe Migliorini – Marau/RS
4º – Rhuann Avila – Guarapuava/PR
5º – Marcelo Fernandes Silva – Goiania/GO

Intermediária MX2
1º – Leonardo Dambrós – Gentil/RS
2º – Mateus Kunz – Machadinho/RS
3º – Andrio Sebben – Farroupilha/RS
4º – Vanderlei da Silva – Três Passos/RS
5º – Leonardo Tenedini – Porto Alegre/RS